BID contesta valor da duplicação

Postado dia 13/12/2001 | | 0 comentário

Ministério vai iniciar uma nova negociação com o banco para as obras do trecho Sul da BR-101

Um novo impasse pode emperrar ainda mais a duplicação do trecho Sul da BR-101. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou ontem que o Ministério dos Transportes terá que fazer uma nova negociação para o financiamento da obra com os bancos internacionais. Na vistoria de análise econômica e financeira, realizada pela missão do BID dia 16 de novembro, os técnicos tomaram conhecimento que o custo da obra era bem maior do que se previa. O projeto que estava orçado em U$ 876 milhões passou para U$ 1, 1 bilhões. Fato que, segundo a assessoria de imprensa da instituição, provocou “estranhesa” na direção do banco.
O BID agora pediu para que a Secretaria de Assuntos Internacionais (SAI), setor do Governo Federal, que envie uma nova solicitação para o financiamento. A SAI deve enviar o pedido só em janeiro. A partir desta data reinicia um novo processo de negociação, ou seja, um novo financiamento. Segundo a assessoria do BID, o trâmite legal começa do ponto inicial. O prazo mais otimista do Banco é que no final de abril, se nada for contestado, o BID assina contrato com o Governo Federal.
O Brasil terá ainda que garantir a contrapartida de 50% do valor atual apresentado pelo Ministério dos Transportes, ou seja, U$ 550 milhões. O Ministério terá que enviar em janeiro a solicitação e fazer o processo no tempo estipulado, já que o BID tem datas para analisar todo o processo.
O gerente do Corredor do Mercosul, Carlos Alberto La Selva, disse que está preocupado com as fases burocráticas que o projeto vem enfrentando, mas garante que até o momento, não houve atrasos no cronograma. Quanto ao acréscimo do valor do empréstimo com os bancos internacionais, o gerente justificou dizendo que foi ele provocado pelas alterações realizadas no projeto, pelos juros e pela variação do dólar.
Ele também informou que os U$ 876 milhões foram aprovados pela Cofiesc, órgão do Governo Federal. “Também enviamos uma carta-consulta para o BID, informando o valor previsto. É normal que uma obra deste porte sofresse alterações. Já fizemos uma nova carta e famos solicitar novo financimento em janeiro do próximo ano”, diz. Segundo ele, o governo brasileiro tem um valor estipulado por ano para obter empréstimos e que não importa o quanto vai para cada projeto.
La Selva também comenta que as negociações do BID não vão alterar a previsão do lançamento do edital de licitação, que deve ser publicado no final de janeiro de 2002. “A assinatura do contrato pode ocorrer até depois que as obras iniciarem, já que o Governo pode entrar com a verba e o Banco ressarcir depois”.
Na próxima semana, lideranças políticas da região prometem um novo bloqueio do tráfego. O protesto será a partir das 9 horas da manhã do dia 20, próximo à ponte de Cabeçudas, em Laguna, e não tem hora para terminar. Sexta-feira passada, uma oração no meio da rodovia marcou o retorno dos manifestos. O ato durou quinze minutos.


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