Depois do Rodoanel, movimento para o litoral cresce 1,2 milhão de veículos

Postado dia 19/9/2010 | | 0 comentário

Chegar à praia sem enfrentar os congestionamentos de São Paulo virou um alívio para moradores do interior, de cidades da Grande São Paulo, como Barueri e Osasco, e até de alguns bairros da capital. Mas a alegria pode durar pouco. O Sistema Anchieta-Imigrantes, acesso aos balneários mais visitados do Estado – Santos, Guarujá e Praia Grande -, registrou acréscimo de 1,2 milhão de veículos entre abril e agosto, em comparação com o mesmo período de 2009.

O dado indica que muito mais gente tem descido para o litoral desde a inauguração do Trecho Sul do Rodoanel, no dia 1.º de abril. Se forem comparadas as férias de julho de 2009 e 2010, o aumento foi de 500 mil veículos.

Só que as obras da estrada de R$ 5 bilhões e 61,4 quilômetros não foram acompanhadas por melhorias nos gargalos da Baixada Santista, o que deve agravar os congestionamentos nas Rodovias Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera-Guarujá) e Padre Manuel da Nóbrega durante a temporada.

É o que alertam a Ecovias – concessionária que administra a Imigrantes e a Anchieta – e prefeituras do litoral. “O aumento do fluxo vai influir na temporada e deve potencializar os problemas dos gargalos do litoral”, admite Humberto Gomes, diretor-superintendente da Ecovias.

Ele atribui o crescimento de tráfego nas duas estradas ao Rodoanel e ao Porto de Santos, que registrou neste ano recorde de movimentação, com 94 milhões de toneladas de carga, superando o recorde do ano passado.

O crescimento da frota de veículos é outra causa. E os efeitos já foram sentidos no feriado de 7 de setembro, quando 338.360 veículos desceram pelo Sistema Anchieta-Imigrantes. O aumento foi de 26% em relação ao feriado de 2009.

Mudança de hábito. Paulistanos e moradores do interior que têm imóvel na praia contam que o Rodoanel facilitou as viagens de fins de semana. “Só ia no ano-novo para a praia. Ficava com preguiça de pegar trânsito na sexta-feira à noite. Agora pego o Rodoanel perto de casa”, comentou o pediatra Ricardo Carvalho, de 35 anos, que tem casa em Itanhaém e mora no Morumbi, na zona sul paulistana.

A “preguiça” de atravessar a capital às sextas-feiras, quando os congestionamentos passam de 150 quilômetros, também era o motivo que fazia a socióloga Márcia Lucato, de 48 anos, moradora de Limeira, desistir de ir para seu apartamento na Enseada, no Guarujá. Após a inauguração do Trecho Sul do Rodoanel, ela resolveu reformar o imóvel na praia. “Agora eu e meu marido podemos voltar só na segunda-feira de manhã. Em duas horas, chego a Limeira”, comemora a socióloga.


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