DER projeta terceira faixa na SP-66

Postado dia 1/4/2012 | | 0 comentário

O Governo do Estado está estudando a implantação de uma terceira faixa em ambas as pistas do trecho urbano da Rodovia SP-66, a antiga São Paulo-Rio. A medida, pouco cogitada entre as autoridades locais em razão do enorme número de intervenções que exigiria, começa a ser admitida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Essa seria a sonhada solução para desafogar o intenso trânsito na via, que faz ligação entre os municípios de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, até a divisa com a Capital.

A intenção do DER é contratar uma empresa especializada para elaboração do projeto executivo, que indicará o preço e a viabilidade da obra.

A necessidade de socorro à SP-66 foi apresentada pelos municípios locais nos últimos meses, durante as discussões da Agenda Metropolitana do Alto Tietê, oficialmente anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no fim da última semana, durante evento no Paradise Resort. O pleito dos prefeitos era para construção de uma via alternativa, a chamada Perimetral da Copa, que acompanharia a linha férrea paralelamente à SP-66 ao longo de 24 quilômetros de extensão. Porém, a obra orçada em R$ 400 milhões foi considerada cara pelo Estado. “Esse é um projeto vultoso. Nesse momento, é inviável”, afirmou, na última sexta-feira, o superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni.

E foi o próprio Pelissioni que, durante entrevista a O Diário, revelou os planos de alargamento da SP-66. “A rodovia já e duplicada. Mas, para implantarmos uma nova faixa, vamos ter de levantar uma série de questões. Vamos desapropriar quantos imóveis? Quantos quilômetros de terceira faixa conseguiríamos implantar? Em termos ambientais, há entraves? A proximidade com a passagem dos trens é um problema? Temos de saber tudo isso para depois chegarmos a uma conclusão. Mas, antes, precisamos contratar um projeto executivo. Pela lei de responsabilidade fiscal, não podemos prever nada no orçamento sem saber seu custo exato”, explicou.

Clodoaldo explicou ainda que é possível implantar a terceira faixa em alguns trechos da rodovia, como parte das medidas mitigatórias do Rodoanel. Segundo ele, estudos já apontaram a viabilidade de realização das obras em 3,9 quilômetros, em dois trechos localizados entre Itaquaquecetuba e Poá e entre Poá e Suzano. “Nessas regiões não seriam necessárias desapropriações. Porém, temos de verificar se haverá intervenções em 4 quilômetros ou 10 quilômetros, por exemplo. Por enquanto, o que a gente sabe é que a pista é estreita, de difícil implantação de novas faixas. Mas, temos de estudar. Botar o melhor da nossa engenharia e contratar boas empresas para que elas possam fazer o estudo do que é possível fazer para ampliar a capacidade da via”, garantiu o superintendente.

Pelissioni não forneceu prazos para contratação do projeto executivo, mas deixou claro que o DER pretende solucionar os congestionamentos da SP-66, alvo de várias reportagens publicadas por O Diário. “Temos essa intenção porque é um trecho que as prefeituras cuidam, mais ainda é uma rodovia. Então, o DER tem a jurisdição para fazer isso. Nós temos apenas estudos preliminares, está tudo muito cru. As demandas vieram agora dos prefeitos e vamos reunir os técnicos, do DER e das prefeituras, para discutirmos o assunto. Vamos apresentar a proposta de elaboração do projeto executivo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e tenho certeza de que ele está sensível a ela”.

Trânsito

A SP-66 recebe uma circulação média de 2,5 mil veículos por hora no trecho mogiano, entre Braz Cubas e Jundiapeba. Nos horários de pico, esse número dobra sendo que aproximadamente 5 mil motoristas disputam espaço nas já insuficientes pistas duplas da via. Reportagem publicada no início deste mês mostrou que o trajeto de 20 quilômetros entre Mogi e Itaquaquecetuba pode se transformar um verdadeiro suplício. A viagem chega a ultrapassar uma hora de duração. Porém, se o mesmo percurso fosse feito em uma via de alta velocidade, como a rodovia Ayrton Senna (SP-070), por exemplo, os motoristas poderiam transitar em média a 100km/hora e levariam apenas 12 minutos para chegar ao destino.


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