Estrada ruim dificulta transporte de produção agrícola

Postado dia 17/1/2002 | | 0 comentário

Os fruticultores do Norte de Minas estão perdendo parte da produção, principalmente de banana, por causa da precariedade das estradas secundárias que dão acesso às áreas plantadas. Os caminhões não conseguem chegar ao local para coletar a carga. O problema é mais grave na MG-401, entre Jaíba e Matias Cardoso; e na BR-135, entre Itacarambi e Manga, que estão sem asfaltamento.
O alerta é do presidente da Cooperativa dos Fruticultores do Verde Grande (Frutiverde), Alexandre Viana. Segundo ele, é necessário uma ação emergencial na região para cascalhamento e patrolamento destas estradas. Alexandre Viana pretendia mostrar o problema ao governador Itamar Franco (PMDB), na visita programada para hoje ao Projeto Jaíba, que acabou sendo cancelada.
O presidente da Frutiverde explica que a MG-401, entre Jaíba e Matias Cardoso, corta a área empresarial do Projeto Jaíba, o maior de irrigação da América Latina onde os índices de produtividade são elevados. Porém, os caminhoneiros cujos veículos são dotados de câmara climatizada – e transportam a carga para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo – se recusam a dirigir seus veículos por esta estrada, alegando risco de problemas mecânicos ou atolamento.
Por isso, segundo ele, o produtor rural está sendo obrigado a contratar caminhões menores para levar a produção até o trecho asfaltado da rodovia. Lá, a carga é transferida para o caminhão climatizado, o que gera uma despesa extra de R$ 300,00 com o frete e a carga e descarga, além de danificar a fruta.
Na BR-135, entre Itacarambi e Manga, também próxima a área irrigada do Jaíba e região produtora de frutas, a paralisação das obras de asfaltamento da estrada, desde 1997, está deixando a rodovia intransitável. “Se não ocorrer uma ação emergencial antes do fim de janeiro a rodovia será fechada por falta de condições de tráfego”, alerta. Os prejuízos para os fruticultores são ainda maiores com a precariedade também do trecho asfaltado da BR-135, entre Montes Claros e a BR-040, que dá acesso a Belo Horizonte e outros importantes centros consumidores.
O trajeto da viagem aumentou 80 quilômetros, já que os motoristas têm que tomar o desvio pela BR-365, passando por Pirapora. O resultado é um maior consumo de combustível e atraso da viagem em cerca de duas horas. O aumento da despesa com o frete leva os caminhoneiros a cobrarem a diferença dos produtores, pagando mais barato pela produção.


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