Há
70 anos, a Câmara dos Deputados de São Paulo (atual
Assembléia Legislativa) concedida a Luiz Romero Sanson e
D. L. Derrom o direito para construção de uma estrada,
ligando a Capital a Santos, como empreendimento privado. A crise
daquele ano de 1929, no entanto, interrompia os entendimentos para
obtenção de financiamentos e os contratos foram por
água abaixo.
Em 1934, era autorizada a construção, mas somente
cinco anos depois tinham início os trabalhos da Via Anchieta.
Na época, os altos padrões técnicos usados
geraram problemas, a ponto de as autoridades do Estado Novo terem
considerado a obra desnecessária e de custos elevados.
A Segunda Guerra Mundial também prejudicou o andamento dos
trabalhos na Via Anchieta que, em meados de 1940, tinha concluída
a terraplanagem dos primeiros 10 km, do total de 55,900 km. Sete
anos mais tarde, em abril de 1947, era inaugurada a pista ascendente
e a segunda em 1953, trazendo mais movimento, com o crescimento
do Porto de Santos e da Baixada Santista. Com 58 viadutos, 18 pontes
e cinco túneis, a Via Anchieta passou a constituir-se um
dos mais importantes corredores de exportação.
Em 6 de março de 1969, decreto estadual estabelecia a concessão
à Dersa - Desenvolvimento Rodoviário, para exploração
do uso da Anchieta (SP 150). A Ecovias, (011) 258-9764, concessionária
desde 29 de maio de 1998, juntamente com a imigrantes (SP 160),
informou que trabalha para reduzir a lentidão do tráfego
em fins de semana e em feriados prolongados, quano mais de 1,5 milhão
de pessoas vão para o litoral, o que representa cerca de
500 mil veículos.
A Via Anchieta recebia a média de 768 veículos por
dia, em 1948. De 1972 a maio de 1998, pagaram pedágio na
rodovia nada menos do que 104.628.534 veículos.