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História das Rodovias

Uma das mais belas do País


Elo econômico, verdadeiro cartão postal, cenário de generosas belezas naturais, ao longo de 209 km, no Estado do Rio e de 248 km, em território paulista. Entregue em três etapas - 1973, 74 e 75, sem inauguração oficial - a Rio-Santos (BR 101) atendeu três objetivos principais: unir os dois mais importantes pólos econômicos, em opção lógica e vantajosa, pela Serra do Mar; servir como meio de fuga para os moradores da região de Angra dos Reis, em caso de problema grave na Usina Nuclear; exibir os encantos da natureza, ao turismo, na área litorânea, com mais de duas mil praias e ilhas, além de cachoeiras, matas e montanhas.

Orçada em cerca de Cr$ 700 milhões, com 40% dos recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, a rodovia, além de conside-rada como uma das mais belas do país, teve sua importância igualada à Transa-mazônica, pois abriria caminho ao progresso de uma região de vasto poder econômico, em território fluminense e da Baixada Santista que sofria com a precariedade de acesso, restrito às ligações entre a Via Dutra, Angra dos Reis e Cartaguatatuba.

Obra Prioritária

A BR-101 foi considerada obra prioritária, realizada em duas etapas: do Rio a Ubatuba e de Ubatuba até Cubatão. O primeiro trecho foi concluído no primeiro semestre de 1971, dando origem ao lançamento oficial, em 1973, do Ano Nacional do Turismo. A construção da estrada pretendia dar condições para o desenvolvimento do turismo na região e servia de modelo para a implantação de outras rodovias do gênero, como a ligação entre o Rio de Janeiro e a Bahia, pelo litoral.
O mau tempo, as chuvas impiedosas, não impediram o andamento das obras da rodovia , a construção de 39 pontes e dois túneis, seguiu em rítmo acelerado, registrando-se recorde em matéria de volume de terraplanagem no país. Já na segunda fase, de Ubatuba a Cubatão, a intensidade das chuvas de 1973 acabou comprometendo o cronograma das obras.
A crise do petróleo e a mudança na prioridade da política de transportes do governo federal, fez com que a segunda etapa sofresse sérias alterações no projeto. Viadutos que foram construídos acabaram abandonados na mata e hoje podem ser vistos de longe, unindo o nada a lugar algum. Para terminar a ligação entre as duas grandes capitais portuárias do país, Rio e Santos, foi necessário utilizar trechos da rodovia paulista, hoje SP 055, que percorre as cidades do litoral norte.
A Rio - Santos desenvolveu turismo na região, permitindo aos turistas percorrer paisagens paradisíacas e conhecer um dos trechos de litoral mais bonitos do mundo. Partindo do Rio de Janeiro tem Itacuruçá, Mangaratiba, Angra dosReis, Parati, Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, Guarujá, passando por inúmeros lugarejos com praias maravilhosas, onde história e natureza convivem a cada quilômetro.
No geral, a rodovia oferece boas condições, embora passe por dentro de várias cidades e exija paciência do motorista. O trecho fluminense, com problemas de condições do asfalto, deficiências de sinalização e erosões está sendo recuperado pelo DNER e deverá estar em excelentes condições até o final do ano. O desenvolvimento do turismo já está exigindo algumas obras que permitam desviar o tráfego da área urbana dos municípios litorâneos, mas, até lá, vale a pena aproveitar a proximidade do mar e conhecer, sem pressa, a maior extensão de rodovia do país, com praias que encantam motoristas e viajantes.