Lentidão e mortes marcam o término das férias de julho nas estradas

    O estresse do fim das férias começou antes mesmo da volta às aulas e ao trabalho. Motoristas que voltavam para casa ontem enfrentaram longos congestionamentos nos acessos a Belo Horizonte e precisaram de paciência para enfrentar o contínuo acelera e para que marcou o fim da viagem. A pior lentidão, registrada na BR-040, chegou a 16 quilômetros no sentido Sete Lagoas/BH. No lado oposto da rodovia, saída para o Rio de Janeiro, mais transtorno, com até nove quilômetros de engarrafamento no fim do dia. Na 381, recordista em congestionamentos no retorno de feriados prolongados, motoristas contaram que o trânsito começou a ficar tumultuado desde João Monlevade, no Vale do Aço, e piorou na chegada a BH, com o agravante da passagem restrita a um veículo por vez na ponte sobre o Rio das Velhas. Neste trecho, a fila atingiu 15 quilômetros. No sentido oposto da rodovia (Betim/BH) a lentidão atingiu 14 quilômetros.

    De acordo com um balanço parcial feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), 13 acidentes foram registrados na Região Metropolitana de BH. Em outras regiões do estado, a volta das férias foi marcada por pelo menos quatro mortes, uma delas no Triângulo Mineiro, na cidade de Fronteira, onde três carros caíram na Lagoa do Náutico, às margens da BR-153. Os veículos teriam saído da pista depois que um deles, ao tentar uma ultrapassagem, bateu nos outros dois.

    Na MG-050, próximo a Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas, um jovem de 22 anos morreu carbonizado na batida entre o carro que dirigia e um caminhão-tanque. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o motorista perdeu o controle da direção numa curva e bateu de frente com o caminhão. Com o impacto, o carro, uma Saveiro, pegou fogo.

    Na BR-040, próximo ao Viaduto da Mutuca, em Nova Lima, um homem morreu depois de perder o controle da direção de um Uno e bater em uma árvore. A passageira sofreu ferimentos graves e foi levada de helicóptero para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Já na BR-381, em Itapeva, Sul de Minas, um motociclista morreu depois de bater na lateral de um veículo de passeio.

    Paciência

    O aumento no fluxo nas rodovias começou logo após o almoço e, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), só deveria terminar por volta das 23h. “O engarrafamento começou mais cedo na BR-381, no eixo Vitória/BH, e depois de umas duas horas passou a ser registrado nas outras chegadas”, afirmou o chefe do setor de comunicação da PRF, inspetor Aristides Júnior.

    Mas, mesmo sabendo o que é preciso encarar na volta para casa, motoristas como o vigilante Amarildo Bragança, de 39 anos, dizem que não há como evitar a irritação. Ele, que vinha de Vitória, reclamou do longo tempo que precisou ficar na rodovia, já que a viagem demorou pelo menos três horas a mais. “Sei que a cada ano o número de carros aumenta, mas a viagem fica mais longa devido à situação de nossas estradas. Com pista simples, sem manutenção e com sinalização precária, os engarrafamentos são sempre mais frequentes. E, no caso da 381, é ainda pior, porque a estrada é antiga e perigosa”, protestou.

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