MST fica por tempo indeterminado

Postado dia 13/12/2001 | | 0 comentário

Declaração, de Rosa, refere-se ao acampamento da RS 401. Incra reclama de acusações infundadas



O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está sofrendo acusações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de um lado e dos proprietários de terra de outro. Ambas são infundadas, tendo em vista os trabalhos que o instituto realiza para promover o programa de reforma agrária do governo federal no Estado , disse ontem o superintendente regional do Incra, Jânio Guedes da Silveira. Não iremos nos submeter nem ao radicalismo do movimento nem ao dos proprietários. Agiremos rigorosamente dentro da lei , continuou. A declaração veio em resposta às críticas feitas, na segunda-feira, pelo integrante da coordenação do MST, Paulo da Rosa, de que o instituto teria assentado apenas 21 famílias das 1,25 mil previstas para este ano.
Até julho, o Incra estava assentando famílias da meta do ano passado , insistiu Rosa ontem. Conforme o líder do MST, as cerca de 300 famílias oriundas de Palmares do Sul, Viamão e vales do Paranhana, do Sinos e do Taquari permanecerão, por tempo indeterminado, acampadas à beira da RS 401, em Eldorado do Sul. Vamos esperar pelos cadastramentos que sempre fazemos dentro dos acampamentos, pois os realizados nos Correios são enganosos. Se já é uma briga para assentar as 3,5 mil famílias cadastradas que estão acampadas, imagina quando as 10 mil inscritas pelos Correios conseguirão terra , criticou Rosa.
Temos computados, até 30 de outubro, 2,6 mil assentamentos, considerando os últimos dois anos , destacou o superintendente do Incra, lembrando que o convênio com o governo estadual previa assentar 1,6 mil famílias em 2000 e 2,5 mil em 2001. Estamos com um déficit de 1,5 mil , calculou. Ele ressaltou ainda que o instituto, trabalhando com metas anuais, implantou, sozinho, em 2001 dez assentamentos para 311 famílias. Em conjunto com o governo do Estado, destinou terras a outras 823, em 21 assentamentos, e reconheceu nove assentamentos estaduais nos quais vivem 412 famílias.
Quanto às vistorias no Estado, o presidente da Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, ressaltou que a entidade não atua na sua obstrução, porém, continuará mobilizada junto aos organismos superiores, como o Incra. Não estamos fazendo pressão, mas, argumentando no que diz respeito aos caminhos a serem tomados , reforçou.



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