Os caros pedágios cobrados pelas concessionárias de estradas gaúchas se devem em grande parte ao contexto econômico em que foram contratados, inflacionando as tarifas, segundo o deputado Beto Albuquerque, futuro secretário de Infraestrutura.

A conjuntura era de maior risco e, por isso, a taxa de retorno interno é muito alta, fixada em 24%, contra os 8% atuais dos recentes contratos federais. A taxa de juros também era bem maior para antecipar os recursos, entre outros fatores. Por tudo isso, se os contratos de então fossem assinados hoje poderiam reduzir em até 40% o preço dos pedágios. Mas o problema central é o baixo volume de trânsito de algumas rodovias, que deveria ser de no mínimo 10 mil veículos diários.

O custo-benefício

Nas estradas, como em tudo na vida, o que importa é avaliar o custo-benefício, diz o deputado Beto Albuquerque. Ele cita como exemplo os túneis, que reduziram em 11 quilômetros a ligação Osório a Torres via BR-101. Muitos eram contra devido ao custo, preferindo duplicar o contorno do morro. Mas, quanto combustível, dióxido de carbono e tempo de percurso não vão ser poupados?

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