Rodovias federais registram 187 mortes

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 187 mortes no período de janeiro a novembro deste ano, nos 3.410 quilômetros de rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. A BR-163 continua sendo a campeã em número de mortes, com 83 registradas no período, 44% do total. A BR-262 aparece em segundo lugar com 39 mortes e as BRs 267 e 158 aparecem logo em seguida com 23 e 22 mortes respectivamente.

    O inspetor-chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF, José Ramão Mariano Filho, aponta que a imprudência, desrespeito de sinalização e o excesso de velocidade são as principais causas de acidentes. A imprudência é responsável por 34% das colisões. De acordo com dados da PRF, dos 3.093 acidentes registrados no período, 1.058 foram provocados pela desatenção dos motoristas.

    A presença de animais na pista também chama atenção nas estatísticas da PRF. É apontada como a quarta maior causa de acidentes, sendo responsável por 8% deles. “O condutor deve estar atento, também, a este tipo de situação, que é a realidade do nosso Estado”, alerta Mariano.


    Chuvas

    O período de chuvas também é considerado crítico pela PRF. “Em dias de chuva sempre tem mais acidentes, é um problema sério”, afirma Mariano, dizendo que em condições adversas, o condutor deve ter consciência de que a postura no trânsito deve mudar. “O motorista deve reduzir a velocidade, aumentar a distância de segurança em relação ao veículo anterior e ficar atento com a aquaplanagem”, completa.

    As condições da pista não ganham destaque como causas de acidentes. “Em grande parte do Estado, o asfalto está em excelente condição. Quando detectamos alguma falha na infraestrutura, informamos o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para que as devidas providências sejam tomadas”, aponta o inspetor.


    Cuidados especiais

    Das quatro rodovias mais perigosas do Estado, três delas apresentam trechos que exigem cuidados especiais dos condutores. Segundo o Dnit, o trecho de 34,3 quilômetros da BR-158 – entre o Km 59 e Km 93,4 – é o mais crítico, com funcionamento em meia pista no Km 78 através de desvio precário em cascalho. Na BR-267, o Dnit informa que entre o Km 150 ao 249, a rodovia apresenta pista irregular e trechos em obras, com restrição de velocidade. Nas Brs 163 e 262 não há restrições.

    Segundo o engenheiro do Dnit, Carlos Pascoal, todas as rodovias passam por obras de conservação e manutenção. “São realizados serviços de tapa buraco, limpeza, roçada capina, e dispositivo de drenagem”, explica.


    Estaduais

    Entre as rodovias estaduais, a mais perigosa é a MS-276. Entre os meses de maio a outubro, segundo a Polícia Militar Rodoviária (PRE), foram registradas 40 ocorrências. A estrada apresenta movimento pesado por ligar a região sul do Estado, principalmente a grande Dourados, até Nova Andradina, rota para os estados de São Paulo e Paraná.

    As rodovias estaduais registraram 59 mortes em 488 acidentes no período. A PRE aponta que a principal causa dos acidentes é a imprudência dos condutores, principalmente pela alta velocidade.


    Fiscalização

    Segundo a PRF, não haverá aumento no número de fiscalizações e operações nas rodovias campeãs de acidentes, pois para isso seria necessário mais policiais. No entanto, para agilizar as fiscalizações, a PRF recebeu, em julho, 10 novas viaturas, sendo uma para atuar na região de Naviraí, três para Campo Grande – onde a demanda é maior, três ficaram à disposição do Núcleo de Operações Especiais (NOE) e as outras ficam à disposição da PRF, conforme a demanda. O Balanço da PRF refere-se ao período de 1º de janeiro a 16 de novembro.

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