O espaço entre o Km 0 e o 10 da BR-222, que fica localizado na Avenida Mister Hull, em Fortaleza,é considerado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), segundo levantamento do órgão, o quinto trecho mais vulnerável dentre todas as rodovias do País. Entre janeiro e novembro deste ano, 11 pessoas morreram, no local, vítimas de acidentes de trânsito.

Conforme levantamento da PRF, entre janeiro e novembro deste ano, 11 pessoas morreram, no local, vítimas de acidentes de trânsito.


Além disso, nesta mesma área, aconteceram 608 acidentes sem feridos e 380 nos quais houve vítimas. Isso faz com que o índice de gravidade, que é baseado em estudos realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e PRF, desse pedaço seja 1.876.

A extensão entre o Km 0 e o 10 da BR-116, trecho da via que corta o Ceará, está em 23º na lista das que apresentam maior vulnerabilidade. Nos primeiros 11 meses do ano, oito pessoas morreram, houve 486 acidentes sem vítimas e 159 com feridos.

O espaço entre o Km 200 e 210 da BR-101, em Santa Catarina, ficou em primeiro lugar nesse levantamento feito pela PRF. Em segundo lugar está a BR-316 na extensão entre o Km 0 e 10, no Pará. A BR-381, entre o Km 480 e 490, em Minas Gerais, é o terceiro trecho. Em quarto ficou o espaço da BR-116 que passa por São Paulo, no Km 220 e 230.

Conforme o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo, o espaço entre o Km 0 e o 10 da BR-222 ficou em quinto na tabela, pois fica em um espaço urbano, onde é perigoso para os pedestres atravessarem a via.

Velocidade

Azevedo diz que, para diminuir os números de mortes e acidentes, é necessário ser feito um controle de velocidade e também a instalação de semáforos no local. “As pessoas acham que por ser uma BR, elas podem trafegar em alta velocidade. Por isso, a diminuição da velocidade e a instalação de fotossensores é uma das saídas para o problema”.

Ele ressaltou que quando o veículo anda em uma velocidade menor fica mais fácil para o motorista frear ou desviar do pedestre e evitar um acidente.

Além disso, ele não acredita que a construção de passarelas poderá resolver a situação, principalmente porque as pessoas não vão utilizar, pois terão que andar bem mais do que quando atravessam a rodovia. “Dessa forma, estamos transferindo o problema dos veículos para os pedestres e vamos facilitar a vida dos motoristas”, declarou.

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