Um caminhão-furgão caiu no Portão do Inferno, ontem, matando três pessoas: um homem, uma mulher e uma criança de aproximadamente 6 anos de idade. O acidente aconteceu por volta das 6h45, quando o caminhão, placa KEY-2331, de Rondonópolis, seguia para Chapada dos Guimarães, a 61 km de Cuiabá, transportando mercadorias. O veículo não obedeceu à sinalização da rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), perdeu o controle e ultrapassou a barreira de proteção. O caminhão despencou de uma altura de 70 m, matando os três ocupantes.

O trabalho de resgate das vítimas durou toda manhã e foi feito por soldados do Corpo de Bombeiros e pelo Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer). O motorista do caminhão foi identificado como Geraldo Eugênio de Oliveira, 42, morador do bairro Pedra 90. A mulher é Josefa Farias, 40. E o garoto era sobrinho dela.

A suspeita é a de que a queda do caminhão-furgão tenha sido provocada por excesso de velocidade. “O veículo poderia estar a mais de 80 km/h, quando deveria trafegar, nesse trecho, a 40 km/h. Aqui, se o carro passar a 60 km/h já canta pneu”, disse o soldado PM Gonçalo Zito, do posto 4 da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), localizado no Portão do Inferno. De fato, não havia marca de frenagem no asfalto, o que reforça a tese de que o abuso de velocidade não deu tempo nem de frear. O soldado, que estava sozinho no posto, foi o primeiro a chegar no local do acidente.

“Só ouvi um estrondo enorme. O posto tremeu e senti a vibração do impacto da pancada”, completa Zito. O impacto foi tão forte que arrancou cerca de 15 metros da estrutura de ferro que envolve a parte mais perigosa da curva e, ainda, mais um metro e meio do mureta de concreto. O degrau da cabine ficou na calçada e a placa do veículo, a dois metros dali. No local, era forte o cheiro de óleo diesel. O trânsito ficou parcialmente interditado, por cinco horas.

O acidente atraiu muitos curiosos, entre condutores de veículos e turistas que conheciam pela primeira vez o Portão do Inferno, um dos cartões postais da região. A comunicação entre soldados do Graer e Corpo de Bombeiros também ficou prejudicada por causa da localização. Nem os radiotransmissores nem os aparelhos de telefone celular funcionavam direito.

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