A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) apóia a regulamentação e a certificação dos pneus reformados, porém alerta que são necessários alguns cuidados para que estes não interfiram na segurança do veículo. “A recuperação destes produtos deve ser bastante criteriosa, já que o pneu é o único elemento de contato do veículo com o solo e um item de segurança de extrema importância”, explica Alexandre Novaes, coordenador da comissão de Segurança Veicular da AEA.

É importante verificar a carcaça dos pneus, que deve passar por um rígido controle de qualidade e procedência. Outro fator relevante é o atendimento das características originais, como limite de velocidade e de carga, e do tipo de uso para qual foi projetado. “O processo de reforma também deverá ser adequado e qualificado dentro das normas e regulamentos”, comenta Novaes.

No caso de pneus usados importados, a preocupação torna-se ainda maior. Além da questão de segurança, existem ainda os problemas ambientais. “Se estes pneus forem rejeitados para a reforma, poderá ocorrer um aumento do lixo não-reciclável”, analisa o coordenador. Além disso, os pneus importados podem ter características incompatíveis com os nossos, principalmente ligadas às estradas e ao clima.

Em 2005, entrará em vigor o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que atestará a qualidade dos pneus reformados e será uma importante garantia aos consumidores. “A AEA estará sempre à disposição para debater o aperfeiçoamento do processo”, finaliza Novaes.

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