Cento e dez horários extras, além dos 540 diários normais, foram colocados à disposição dos usuários do sistema rodoviário desde quarta-feira, 1º, para este final de semana, quando acontecem as eleições.

O acréscimo no número de passageiros não foi considerado grande, segundo o diretor-Executivo da Agerba (Agência de Regulação de Transportes, Energia e Comunicação da Bahia), Antonio Lomanto Neto, porque as eleições ocorrem num domingo, sem feriado extra. Mesmo assim, a partir de sexta, 3, serão colocadas equipes de plantão, em regime de 24 horas, na fiscalização dos ônibus e atendimento aos usuários.

No Terminal Rodoviário de Salvador, a procura por passagens para o interior do Estado ainda não registrou uma procura significativa, mas a previsão da Agerba é de que pelo menos 50 mil pessoas deixem Salvador para votar no interior do estado.

No sistema ferryboat, a TWB divulgou que vai colocar em operação cinco ferries. A estimativa é de 20 mil passageiros e 4.500 veículos. No domingo pela manhã, a depender da demanda de passageiros, será adotado o esquema de viagem “bate-e-volta”, que consiste na travessia de Salvador para a Ilha de Itaparica apenas com passageiros e retorno da embarcação vazia, para encurtar o tempo da viagem. E, à tarde, poderá ser adotado o mesmo esquema, no sentido inverso.

De acordo com a inspetora Marta Maria dos Santos, do setor de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, a PRF vai adotar um esquema especial de policiamento nas principais rodovias, empregando todo o seu efetivo no estado (517 policiais).

A “Operação Eleições Municipais-2008” começa à zero hora de sábado e vai até à meia noite de domingo, com ênfase para a fiscalização do transporte clandestino de eleitores e a proibição do uso de bebidas alcoólicas (Lei Seca).

Clandestino – O diretor-executivo da Agerba chama a atenção para a questão do transporte clandestino de passageiros, muito comum em época de festas e feriados. “A nossa orientação é para que as pessoas evitem. Em caso de acidente, deixam os usuários sem qualquer cobertura de seguro”, diz.

Para saber se um ônibus é clandestino, basta verificar se ele tem o selo e o número de ordem da Agerba, colocados sempre em locais visíveis ou no interior do veículo, e o Certificado de Autorização de Tráfego (CAT).

As queixas e denúncias podem ser feitas, das sete às 19 horas, pelo telefone 0800 71 0080 (ligação grátis).