Caminhoneiros temem ação de quadrilhas especializadas nas estradas. Cargas de alimentos, pneus, cigarros e produtos químicos são mais visadas.

Caminhoneiros são vítimas da ação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas nas estradas de Alagoas. Alimentos, pneus, cigarros e produtos químicos são as cargas mais visadas. Os assaltantes geralmente chegam de carro, com armamento pesado, e obrigam o motorista a parar. Quando conseguem escapar com vida, os caminhoneiros quase sempre são deixados nos canaviais, alguns amarrados e encapuzados.

O caminhoneiro Heraldo da Silva pede proteção ao atravessar o trecho mais temido no estado, na BR-101, entre Messias e São Miguel dos Campos. “Já fui assaltado”, diz ele. No trajeto de 60 quilômetros, há muitas curvas e longas subidas e os caminhões são forçados a reduzir a velocidade.

Em todo o estado, foram 48 roubos de cargas neste ano, segundo a Secretária de Defesa Social, a maioria em estradas estaduais.

A Polícia Rodoviária Federal faz operações de fiscalização nas estradas para tentar coibir os assaltos, mas sabe que a missão é difícil. “Quando há ação da polícia naqueles trechos, eles mudam de estado também. Podem ir para outros ou retornar para cá”, afirma o inspetor da Polícia Rodoviária Federal alagoana, Jefferson Santos.

Com medo da violência, a maioria dos caminhoneiros prefere parar nos postos quando anoitece. “A gente pára cedo, dorme cedo e sai cedo, que é para poder render a viagem”, diz o caminhoneiro Pedro Costa Filho.