A partir das 18 horas de hoje, está proibido o tráfego na Alça Viária. O trânsito de veículos será interrompido até as 6 horas de amanhã e, também, das 18 horas da próxima quinta-feira até às 6 horas do dia seguinte. O governo do Estado, através da Secretaria de Integração Regional, montou uma operação especial para orientar os usuários durante o período em que as pontes estiveram interditadas.

O motivo é a realização de serviços na ponte sobre o rio Moju, atingida por uma balsa num dos pilares laterais no final do ano passado. Para que não haja transtornos aos usuários, os dias e horarios de realização dos serviços foram escolhidos após uma análise do tráfego na ponte, que indicou esses períodos como os de menor movimento. Com o objetivo de evitar novas colisões de embarcações contra pontes no Pará, como o acidente que atingiu a ponte de Outeiro, a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental proibiu temporariamente o tráfego de balsa no período noturno nos rios Guamá, Acará e Moju. A portaria já está em vigor e pretende diminuir os acidentes aquaviários no Estado.

Para a operação que começa hoje, o governo colocou faixas de aviso ao longo da rodovias que fazem a interligação da Alça ao sistema viário estadual, para esclarecer os motoristas. A operação contará com a presença de 39 policiais militares, que ficarão orientando os usuários em pontos estratégicos localizados na rodovia BR-316 e PA-150, no quilometro 7 da Alça Viária e nos retornos localizados nos municípios de Barcarena e Castanhal. Nas barreiras de policiamento rodoviário, inclusive da BR-316, serão distribuídos panfletos informando sobre os horários de interdição e as soluções de acesso à Alça Viária.

Quem mora ou mantém negócios ao longo da ponte e precisar usar a via no período da interdição não será prejudicado. A passagem desses usuários será liberada na ponte Moju-Alça. Apenas não será possível atravessá-la durante a a execução das obras, pois haverá barreiras em cada extremidade da ponte para impedir o tráfego de pedestres.

A ponte não oferece riscos para o tráfego mas, a recuperação será feita para que a estrutura do pilar não fique comprometida. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Integração Regional, será preciso interromper o trânsito porque a viga que repousa sobre esses pilares terá que ser levantada com a ajuda de macacos hidráulicos, para a substituição dos aparelhos de apoio. A colisão em outubro afetou oito estacas dos blocos de fundação, que já foram recuperadas sem necessidade de interdição da ponte. A substituição visa apenas evitar comprometimentos futuros à estrutura da obra. Ao contrário da ponte de Outeiro, a colisão na Alça não atingiu os pilares navegáveis, que possuem defensas e sinalização.

Policiais militares farão a fiscalização nos dois extremos da ponte para garantir que não aconteca a passagem de nenhum veículo durante a obra de recuperação. O tráfego estará liberado para todos os tipos de veículos fora dos horários e dias definidos para a execução dos serviços. Durante a manutenção da ponte, o fluxo de veículos será desviado para o serviço de balsas do porto de Arapari, em Barcarena. A alternativa da Arapari também deverá ser utilizada por quem parte de Belém em direção a região sul do Pará. O tráfego na ponte Moju-Cidade, localizada na área urbana do município de Moju, não será interrompido para a execução dos serviços de recuperação da ponte Moju-Alça, o que possibilita o tráfego normal pela rodovia PA-150.

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