O ex-prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, assume o Ministério dos Transportes nesta segunda-feira (15/03). A solenidade de posse acontece às 10h, no Palácio do Planalto. Ao meio dia será realizada a transmissão de cargo, no Auditório do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), no Setor de Autarquias Norte, quadra 03, bloco A.

Natural de Martins (RN), Nascimento adotou Manaus como residência há quase trinta anos. Alfredo tem 51 anos e é formado em Letras e Matemática. Possui cursos de Administração de Pessoal, Administração de Materiais e Auditoria de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

O novo ministro dos Transportes já foi vice-governador do Estado do Amazonas, secretário de Estado de Administração, secretário de Estado da Fazenda, secretário extraordinário da Prefeitura de Manaus, secretário municipal de Administração, secretário municipal de Economia e Finanças, presidente da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, presidente da Comissão de Licitação do Governo do Estado e coordenador de projetos do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Nascimento ocupou ainda os cargos de superintendente da Zona Franca de Manaus, de presidente da Empresa de Processamento de Dados do Estado do Amazonas (Prodam), além de presidente do Conselho de Administração do Banco do Estado do Amazonas (BEA).

Antes de aceitar o convite do presidente Lula para assumir o Ministério, Alfredo estava em seu segundo mandato como prefeito de Manaus. À frente da prefeitura, Nascimento desenvolveu projetos pioneiros como redução da alíquota do ISS das empresas de transportes, o que possibilitou a estabilidade do preço das passagens, e o pagamento de R$ 6 mil aos médicos com dedicação exclusiva ao Programa Médico da Família.

A modernização do sistema viário da capital amazonense; a criação de um sistema on line com a Câmara Municipal, permitindo aos vereadores maior controle sob a administração da prefeitura, além de programas culturais e ambientais, conferiram destaque à administração do Prefeito Alfredo Nascimento, eleito por dois anos consecutivos (2000 e 2001) como o melhor prefeito do País, numa pesquisa realizada em conjunto pela Revista Isto é e pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

Nascimento foi destaque nacional na entrega do prêmio Top Ten de Excelência Administrativa, em São Paulo. A premiação foi resultado de uma pesquisa realizada entre os dias 15 de julho e 1º de agosto de 2003, em todo o País, para avaliar o desempenho dos prefeitos das capitais. A pesquisa foi feita pelo Instituto Brasmarket em convênio com a Força Sindical, que representa 1,6 mil sindicatos, num total de 14 milhões de trabalhadores em todo o país.

Alfredo foi eleito o melhor prefeito do País e recebeu outros 15 prêmios na área de gestão administrativa. Esta foi a sexta vez, em seis anos de mandato, que uma pesquisa nacional colocou em destaque a administração do prefeito Alfredo Nascimento.

Transmissão de cargo

Após um ano e dois meses no cargo de ministro dos Transportes, Anderson Adauto transmite, nesta segunda-feira, o cargo ao seu sucessor, Alfredo Nascimento. A principal obra realizada pelo ministro Adauto à frente da pasta não foi física, mas sim de gestão e comportamento. A seriedade administrativa pôde ser observada quando, no último trimestre do ano passado, as licitações obtiveram redução média de 25% nos custos das obras.

Anderson Adauto implantou o Programa de Fiscalização e Controle de Projetos, que estabelece a reestruturação do modelo de fiscalização das obras. Agora, as obras rodoviárias, portuárias e ferroviárias passam por um rigoroso controle de qualidade que garante a durabilidade dos empreendimentos, a remuneração justa pelos serviços prestados, a redução de custos indiretos e o atendimento às necessidades dos usuários da infra-estrutura de transportes.

O Ministro retomou, ainda no ano passado, as obras de duplicação de dois trechos de um dos principais corredores rodoviários do País: o “Corredor do Mercosul”. O Ministério dos Transportes retomou as obras de duplicação da Fernão Dias (BR-381) – que começou há 10 anos e estava paralisada há quase um ano – e da Régis Bittencourt (BR-116, entre São Paulo e Curitiba). Além disso, o custo das obras de duplicação da BR-101 Sul (Florianópolis – Osório), que também é parte do Corredor do Mercosul, foi reduzido em média 35%. A obra está em fase final de licitação.

Durante o ano de 2003, os investimentos na manutenção (recuperação, conservação e restauração) da malha atingiram o montante de cerca de R$ 800 milhões. O volume de recursos é muito superior a média investida na manutenção da malha nos quatro anos anteriores, que foi de R$ 434 milhões. No total, aqui incluídos os investimentos em obras de construção e adequação de capacidade, a soma dos recursos chegou a R$1,1 bilhão.

Um importante exemplo da recuperação de rodovias foi a Rodovia Belém – Brasília (BR-153), nos Estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, que pela primeira vez passa por obras de recuperação em sua extensão total (2.061 quilômetros).

Adauto trabalhou ainda no novo modelo de concessões do Governo Federal, que fica pronto até o final do próximo mês de junho e em um convênio, assinado em 2003 com a Petrobrás, para aquisição direta de material betuminoso, que proporciona a redução de até 12% do valor do contrato com as empresas que executam obras no setor rodoviário. O convênio, assinado em julho de 2003, vai reduzir em cerca de 57% o custo do asfalto em relação ao preço de mercado (incluindo impostos e encargos).

Com o Plano Nacional de Revitalização das Ferrovias, lançado em maio de 2003, o Ministério dos Transportes desenvolve quatro programas: Integração e Adequação Operacional (reorganização das concessões ferroviárias); Ampliação da Capacidade dos Corredores de Transportes; Expansão e Modernização da Malha Ferroviária e o Programa de Resgate do Transporte Ferroviário de Passageiros.

Adauto criou ainda a Câmara Setorial do Transporte Ferroviário que já apresentou seus primeiros resultados com a criação de uma linha especial de financiamento, com prazo maior e juros menores, para compra e reforma de vagões. Já existe programação para compra de 14 mil vagões e a reforma de outros cinco mil. O financiamento vai proporcionar o aumento em 25% da atual frota de vagões que é de 60 mil, dentro de um período de três anos. O financiamento se destina também para os clientes das ferrovias (os transportadores) e não só para as concessionárias.

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