Mais comodidade para o passageiro de ônibus. Este é o objetivo da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), ao inaugurar, na manhã da última segunda-feira, mais uma sala destinada ao atendimento de usuários de linhas interestaduais e internacionais. A intenção, segundo o diretor-geral da ANTT, José Alexandre Resende, é facilitar a vida dos passageiros no que diz respeito à comunicação de sugestões e reclamações sobre os serviços prestados pelas empresas permissionárias. “A antiga sala que tínhamos aqui era muito acanhada, por isso, resolvemos ampliar as instalações, para dar mais conforto e comodidade aos passageiros”, declarou Resende. A sala inaugurada no Terminal do Tietê é a de número 47. Ao todo serão implantadas 173 salas em todo o Brasil.
O superintendente de Transporte de Passageiros, da ANTT, José Antônio Schmitt, fez questão de frisar que a Agência tem feito esforço para fiscalizar as empresas de transporte rodoviário. “Estamos tentando equacionar os problemas que encontramos. O objetivo da agência é demonstrar a ação da fiscalização”.
Responsável pela regulamentação e fiscalização do transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, a ANTT não tem fiscalizado como lhe compete. Segundo Resende, o grande problema é a falta de fiscais para atuar nas estradas e terminais rodoviários. “Hoje temos cerca de 760 funcionários envolvidos basicamente com a regulamentação. Estamos preparando um concurso para a contratação de mil fiscais”.
Irregularidades
Segundo depoimentos de alguns passageiros que desembarcavam na manhã segunda-feira, no terminal do Tietê, algumas empresas praticam ilegalidades. Neste patamar estão a Viação 1001, Itapemirim e Expresso do Sul que fazem o percurso em tempo menor do que o previsto, não realizando a parada obrigatória. Ao ser questionado sobre os motivos que levam a ANTT a não multar estas empresas, o diretor-geral José Alexandre disse que a competência pela fiscalização, no Estado de São Paulo, é da Polícia Rodoviária Federal, por meio de um convênio celebrado com a instituição.
No tocante à fiscalização das linhas de ônibus do eixo Rio-São Paulo, o diretor-geral José Alexandre Resende quis justificar-se dando como exemplo a falta da aplicação de multas na empresa Expresso de Prata, na linha São Paulo/Bauru. “O que acontece na linha São Paulo/Bauru, hein?” disse ele. Imediatamente, o próprio diretor-geral respondeu: “Nada. Ela não tem uma multa por fazer o Non Stop , no trecho entre São Paulo e Bauru”. O termo “Non Stop” quer dizer sem parada. É uma prática muito comum nas linhas do eixo Rio-São Paulo.
De acordo com Resende as multas são efetuadas. Questionado sobre as estatísticas, o diretor-geral disse não ter tais dados.
Expresso de Prata
O assessor de Marketing, da Expresso de Prata, Marcos Pinheiro Testa, ressaltou a preocupação da empresa no respeito ao passageiro. “Temos como princípio respeitar nosso cliente, que no caso, é o passageiro. Em todas as linhas efetuadas pela empresa a lei é seguida”. Segundo Pinheiro Testa, o trajeto São Paulo-Bauru não foge à regra, pois é feita uma parada no posto da Rede RodoServ, com o objetivo de permitir ao passageiro a acesso à alimentação, bem como o descanso dos motoristas”. “Não existe Non Stop em nossa empresa”, finalizou.

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