Até 1997, a rodovia que liga São Miguel do Oeste a Paraíso ficava sob jurisdição do governo do Estado (SC-473). O então deputado federal Neuto de Conto (PMDB) apresentou um projeto na Câmara estendendo por mais 30 quilômetros a BR-282, que começava em Florianópolis e, até aquela época, terminava em São Miguel do Oeste.
Com a aprovação da mudança, a BR-282 prolongou-se até a Ponte Internacional do Peperi-Guaçu. A justificativa do ex-deputado era que, sendo uma rodovia federal, seria mais fácil conseguir seu asfaltamento.
Passados cinco anos, nada mudou. A estrada de 30 quilômetros entre São Miguel do Oeste e Paraíso continua poeirenta nos dias secos e barrenta em épocas de chuva.
Os moradores de Paraíso culpam a precariedade deste trecho da BR-282 pelo baixo desenvolvimento do município.
“Qual a grande empresa que vai querer se instalar aqui se nem estrada boa a gente tem para oferecer?”, critica o proprietário de uma agropecuária em Paraíso, Gilberto Ohlweiler. Ele vende fertilizantes para várias propriedades na região, e diz sofrer muito com a falta do asfalto. “Esta é a principal reivindicação de toda a comunidade”, afirma. Os clientes da loja concordam com Ohlweiler, em unanimidade.
O comerciante comenta, também, que o movimento de argentinos na região diminuiu muito após as restrições impostas pelo governo em novembro passado. “Antes, os moradores das comunidades mais próximas à ponte vinham bastante para cá”, diz. Os argentinos compravam principalmente comida e material de construção.
Este trajeto via BR-282, saindo de Florianópolis, passando por São Miguel do Oeste, Ponte Internacional de Paraíso e San Pedro, é o caminho mais curto entre a Capital catarinense e Buenos Aires. Os moradores da região apostam que com o asfaltamento do trecho de São Miguel do Oeste até a ponte internacional, o tráfego de mercadorias e de turistas em todo o Oeste de Santa Catarina receberia um grande impulso.

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