Sistema Anhangüera-Bandeirantes registra 34 mortes por atropelamento este ano deste ano, em relação ao mesmo período de 2005. As estradas do sistema Anhangüera-Bandeirantes, que cortam a região de Campinas, são as que registram maior número de atropelamentos, segundo levantamento da Artesp (Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo). Em todo o ano passado, foram 93 atropelamentos, com
29 mortes e este ano já foram registradas 34 mortes em 93 atropelamentos.Os atropelamentos representam 30% das mortes nas rodovias paulistas. Segundo o policial rodoviário Marco Antônio Carvalho, esse número elevado é resultado da falta de educação
no trânsito da população. Boa parte dos atropelamentos, segundo Carvalho, ocorre a menos de um quilômetro de passarelas.

O policial explica que, quando um pedestre é localizado às margens de uma rodovia, a Polícia Rodoviária apura o motivo da caminhada e ajuda na travessia, se não houver passarelas próximas.

Por outro lado, pedestres reclamam da falta de passarelas nas rodovias. A assessoria da Artesp informou que as concessionárias já construíram um número suficiente de passarelas nas rodovias da região de Campinas. Desde o início do programa de concessões, em 1998, foram feitas 80 passarelas.

Segundo a Artesp, o problema é que muitos pedestres não usam a passagem alternativa e preferem se arriscar cruzando a rodovia.