A Operação Natal realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) registra 52 acidentes em BRs mato-grossenses entre 24 e 28 de dezembro. O resultado indica aumento de 6,13% em comparação a 2007. De sexta-feira a domingo foram 35 ocorrências do tipo com três mortes e 44 feridos. O índice é justificado pelo aumento do fluxo de veículos em cerca de 30% e a impaciência dos condutores. Com as chuvas, a aquaplanagem pode ser a vilã das estradas e motoristas devem ficar atentos.

Apesar do crescimento no número de ocorrências, o número de pessoas que perderam a vida diminuiu, o que comprova que os acidentes foram menos violentos do que no ano passado. Em 2007 foram contabilizadas 14 mortes, enquanto que em 2008 foram sete.

O total de veículos envolvidos também caiu, de 74 para 71. Porém desses carros, motocicletas, caminhões e ônibus que se envolveram em acidentes a maioria estava completo, o que aumentou de 216 para 218 o número de pessoas presentes nos acidentes.

De acordo com o chefe do núcleo de comunicação da PRF-MT, Vanderlei Munhoz, o perfil das ocorrências se manteve. Sendo a maioria saídas de pista e ocorrendo em grande parte na BR-364. Segundo ele, esse tipo de acidente é mais comum no período chuvoso porque há a formação de uma lâmina de água na rodovia que prejudica a aderência dos pneus, fazendo o condutor perder o controle do veículo.

“Mesmo fazendo ultrapassagem nos locais indicados, estar em uma estrada com boas condições e trafegar na velocidade permitida, ainda sim há risco de haver algum problema. Exemplo disso foi um acidente envolvendo uma S-10 e um Palio, ocorrido no dia 24. No momento da ultrapassagem, quando os dois carros estavam emparelhados, a presença de uma lâmina de água fez com que ambos os veículos perdessem o controle e saíssem da pista”, relembra.

A impaciência do motorista também é fator de risco para passageiros e demais veículos. A Serra de São Vicente, que tem 11 quilômetros de extensão, obriga que os condutores reduzam a velocidade tanto na subida quanto na descida e apresenta somente dois trechos onde a ultrapassagem é permitida.

E nessa região qualquer deslize pode ser fatal. “A via não é preparada para alta velocidade. Há muitas curvas e não há alargamento, caso o motorista seja obrigado a fazer uma frenagem brusca não há pista de escape ou desvio”, explica o policial rodoviário federal.