Os 1.192 veículos cadastrados no Sistema de Transporte Escolar da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) têm até 31 deste mês para serem vistoriados pela BHTrans. O permissionário de van, Kombi ou ônibus precisa levar o carro até a oficina da empresa que gerência o trânsito da capital para passar por inspeção detalhada de itens técnicos e de segurança. Se todos os pontos estiverem de acordo com a legislação, o condutor recebe o selo “aprovado 2º semestre” para ser afixado no pára-brisa, comprovando a liberação do veículo para fazer o serviço durante os próximos seis meses.

A novidade nesta inspeção é que os transportadores recebem um manual, com instruções e leis sobre o tema. O livro contém as normas validadas em março, como a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças com até 4 anos e a maior rigidez nas penalidades. A vistoria é semestral e ocorre nas férias letivas. São analisados itens mecânicos, como freio, direção, suspensão, funcionamento do motor e da caixa de marchas, e equipamentos obrigatórios: extintor, triângulo sinalizador, chave de rodas, macaco, cintos de segurança, tacógrafo e o layout (faixa amarela lateral, logo da BHTrans e o escrito “escolar”). É verificada ainda a pintura, o conforto, a limpeza do veículo e o ano de fabricação do carro. Se um deles não for aprovado, o selo não é liberado e a falha deve ser consertada. Só então o transportador volta à oficina.

A multa para quem não passa na vistoria é de R$ 166 e o permissionário que não comparece à checagem por dois semestres seguidos tem a permissão cassada. Para não enfrentar filas na data da inspeção, o transportador pode fazer agendamento prévio por telefone ou antecipar a visita antes do prazo determinado. A transportadora Kátia Teles tem dois veículos e transporta diariamente 50 alunos para colégios das regiões Sul e Nordeste da capital. “Instalei uma barra no teto do carro para apoio e nas janelas foram colocadas grades. A preocupação dos pais é enorme e tenho de atender às exigências. Também faço questão de manter os carros renovados”, conta. O permissionário Antônio Fernandes não recebeu o selo e terá de voltar. O extintor estava vencido. Sua van também está no limite permitido pela BHTrans – 13 anos para veículos com capacidade de até 20 passageiros.