Depois de dois dias de interdição, o tráfego de veículo foi parcialmente reaberto na BR-163, no trecho entre Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, norte de Mato Grosso. Mas como somente uma das pista está liberada, o trânsito é lento e ainda havia filas nos dois sentidos ontem à tarde, segundo informou o inspetor Hélio Batista de Queiroz, chefe da 6ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal.

Por causa das chuvas fortes que caíram na região entre sexta e sábado – mais de 13 horas consecutivas -, e do rompimento de algumas represas de criação de peixes, o manilhamento sobre um córrego, afluente do rio Guatá, foi levado pela enxurrada. A cratera deixada passa de 10 metros de largura por mais de cinco de profundidade.

Toda região norte do estado, com dezenas de municípios e uma população de mais de 500 mil habitantes, ficou isolada do país. Foi necessário um grande mutirão entre a prefeitura de Lucas e empresas privadas para aterrar uma parte até que seja viabilizado um desvio lateral no mesmo ponto e a pista seja recuperada.

O gerente de cidade da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, Daltro Sérgio Figur, disse que a responsabilidade de recuperar a rodovia é do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit), e que o que fizeram nessa final de semana foram serviços emergências para tirar a região do isolamento. Mas Daltro Figur disse que está convencido de que mesmo que as represas não tivessem estourado o asfalto romperia naquele ponto. Ele acredita que só as chuvas seriam suficientes para causar os estragos. “O solo está muito úmido, perdeu a capacidade de absorção”, justificou ele.

No final da tarde de segunda-feira, o chefe de Engenharia do Dnit em Cuiabá, Sérgio Magalhães, disse que o órgão já decretou situação de emergência no local e contactou as empresas que vão fazer o desvio e posteriormente recuperar o trecho danificado. Segundo ele, seriam as mesmas que fizeram o aterro emergencial.

Conforme Magalhães, nos próximos 30 dias, tempo necessário para fazer o desvio, o trânsito continuará restrito a uma pista. Depois disso, observou ele, serão necessários alguns meses para reconstruir a rodovia. “É preciso redimensionar a obra”, completou.

Consequências – Policiais rodoviários da PRF estão no local fazendo o controle do tráfego. O engarrafamento que passou dos 15 quilômetros de extensão já seria bem menor, segundo o inspetor Queiroz. Mas a espera pela passagem demorou horas, especialmente por causa do grande número de caminhões que circulam na rodovia. O tráfego no local agora é revezado a cada 15 minutos.

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