A marginal da BR 304, no trecho em frente à pista de motocross da Potiguar Honda, em Parnamirim, apresenta dois buracos, que já existiam anteriormente, mas que agora, de tão grandes, impossibilitam a passagem de carros, e ônibus. A reportagem da TN observou transportes coletivos realizando manobras, para utilizar o pouco da pista que ainda resta, que poderiam resultar em acidentes.

Segundo o gerente da empresa de ônibus Trampolim da Vitória, Nilson Queiroga, esse problema existe há um ano. “Os usuários da linha J, que faz o trajeto Macaíba-Natal, reclamam da falta de segurança nesse trecho devido à lentidão na passagem do ônibus e a falta de luz à noite. Apesar disso não tivemos nenhum assalto”.

Nilson Queiroga informou ainda que há três meses conversou com o superintendente do Dnit, José Narcélio Marques, sobre a necessidade de realizar obras de reparo naquele trecho, permitindo dessa forma que tanto os motoristas de carros, como os de ônibus e seus usuários pudessem trafegar de forma confortável e livres de possíveis acidentes. Evitando dessa forma, que esses carros quebrem no local. Na ocasião, o superintendente do Dnit, José Narcélio teria dado um prazo de 15 dias para resolver esse problema.

José Narcélio afirmou ter conhecimento do problema após as fortes chuvas. O Dnit se prontificou de resolver esse problema em dez dias. “Estamos esperando a greve acabar ainda essa semana, a previsão é de que acabe amanhã (hoje). Dessa forma poderemos começar e concluir as obras em no máximo dez dias”.

Os motoristas que trafegam na pista todos os dias reclamam dos prejuízos aos quais são submetidos. Tanto os ônibus da linha “J” da empresa Trampolim, como alguns motoristas, têm a marginal como única via de acesso a alguns bairros de Parnamirim. O autônomo, José Raimundo Pinheiro, passa por esse trecho duas vezes ao dia, e afirma ter conhecimento que os buracos existem há aproximadamente um ano.

“Nunca procurei órgão nenhum para reclamar porque sei muito bem como funciona essa burocracia, de um passar a responsabilidade para o outro, e nada ser feito. Enquanto isso, a gente vai sendo prejudicado porque vai desgastando nosso transporte”.