Das sete rodovias que cortam o RN, a BR-226 é a 3ª no ranking de acidentes

O número de acidentes envolvendo animais nas rodovias federais do Rio Grande do Norte caiu 17% de janeiro a maio deste ano – período em que a Polícia Rodoviária Federal registrou 59 ocorrências – em relação ao mesmo período de 2007, quando foram contabilizadas 71 colisões em conseqüência de bichos na pista. Outro saldo positivo diz respeito ao número de mortes: foram dois nos primeiros cinco meses de 2008, um a menos do que nos primeiros cinco meses de 2007.

Das sete rodovias que cortam o Rio Grande do Norte, a BR 304 – que liga Parnamirim ao Ceará – é a campeã nas estatísticas em ocorrências com animais, seguida pela BR-101 (Touros à Paraíba) e a BR-226 (Natal a Currais Novos), que ficou com a terceira posição no ranking. “Os jumentos são os principais causadores dos acidentes, e pelo menos 95% dos animais atingidos morrem em decorrência do alto impacto contra o veículo”, informou o chefe do núcleo de Comunicação Social da PRF/RN, inspetor Roberto Cabral. “Poucas ocorrências envolvem outros animais, como vacas ou cavalos. A maioria desses animais está abandonada e, portanto, não é possível abrir um inquérito de responsabilização pelo acidente contra o dono”, completou.

Por outro lado, os 59 acidentes envolvendo animais que foram contabilizados até maio de 2008 são expressivos, caso se considere que esse número representa 43% do total de ocorrências em 2007: 136. Cabral acredita que a diminuição dos acidentes seja conseqüência da intensificação do trabalho de apreensão dos animais que circulam nas rodovias, pela PRF. “Capturamos 316 animais de janeiro a maio, o que representa 62% das capturas de 2007, ano em que somamos 519 animais apreendidos”, explicou. Outros dados referentes a 2007 mostram também que os animais estiveram envolvidos em 4,4% dos 3.035 acidentes de trânsito nas rodovias estaduais.

Cabral acredita que a facilidade de adquirir uma motocicleta é um dos motivos que tem levado ao crescimento do número de animais abandonados próximo às rodovias. “O homem do campo gasta menos com uma moto do que com um jumento, por exemplo, que precisa de água e comida diariamente”, explica. “Temos três caminhões especiais, conhecidos como ‘boiadeiros’ que são utilizados especialmente para a remoção desses animais da pista. Um atua na Grande Natal, outro em Mossoró e o terceiro está em Currais Novos”, completa o inspetor.

Os registros estão interrompidos desde o início da greve dos agentes da PRF, em 12 de junho, ou seja, não são contabilizados há mais de um mês. Roberto Cabral orienta os motoristas que evitem viagens à noite e que, em caso de constatar animais na pista, é importante avisar à Polícia Rodoviária Federal pelo número gratuito de emergência, 191. “Os animais buscam se aquecer nos leitos das pistas no período noturno, daí maior incidência de acidentes neste período”, completou.