O número de atropelamentos em Fortaleza diminuiu, porém, a falta de conscientização de motoristas, pedestres e ciclistas ainda causa muitos acidentes. As estatísticas comprovam que a cada três horas e meia, um pedestre sai ferido de um acidente. E a cada dois dias uma pessoa morre vítima de atropelamento.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no ano passado, foram registrados mais atropelamentos que em 2006, nas estradas do Ceará. De 266 passou para 289. O número de mortos também aumentou. De 65, em 2006, para 78 em 2007. Já na capital, de 2006 para 2007, houve diminuição no número de atropelamentos. A redução foi pequena, 2,95%. Apesar da instalação de 188 lombadas eletrônicas no ano passado.

Para a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC), o resultado foi positivo: a frota aumentou e o percentual de acidentes e de vítimas fatais diminuiu. Mas o que falta, na avaliação do chefe de trânsito da AMC, Carlos Henrique Pires, é conscientização de pedestes, ciclistas e motoristas.

Segundo a AMC, de janeiro a setembro foram registrados 1.944 atroplemantos na capital. Um a cada três horas e meia (3,4). Noventa e nove pessoas morreram. A Avenida Presidente Castelo Branco, mais conhecida como Leste-Oeste, na Barra do Ceará, é a campeã em acidentes. Foram 67 com 9 mortes. Francisca dos Santos, dona-de-casa, presenciou um deles. Disse que tem medo de atravessar a avenida que é muito larga e os carros só passam em alta velocidade.

Depois da Leste-Oeste, que é a campeã na capital, os locais onde acontecem mais acidentes são a BR-116, as avenidas Osório de Paiva, Washington Soares, Perimetral e Avenida Abolição.