No interior do RS, é crescente os caminhões enfileirados que esperam a liberação de cargas. Em Uruguaiana, veículos que deveriam estar trafegando entre Brasil, Argentina e Chile, estão parados no Porto Seco Rodoviário, que ontem pela manhã apresentou mais de 150 caminhões, aguardando vistoria. A previsão é de que, assim, até o fim de semana a aduana esteja lotada. A capacidade é de 650 caminhões. As cargas, somadas às mercadorias estacionadas em 65 vagões ferroviários, somam 6,1 milhões de doláres.

Em Aceguá, cerca de 20 caminhões com arroz importado do Uruguai não conseguiram certificação internacional para ingressarem no país. No final da tarde, o comando de greve liberou cargas ameaçadas de estragar que entraram no Porto Seco até terça à noite. A Justiça Federal concedeu liminar favorável a exportadores da raça Holandesa impedidos de entrar no país desde segunda. Os 90 animais foram para o Quarentenário do Mapa, em Livramento.

2 mil toneladas são retidas em Rio Grande

Mais de 2 mil toneladas diárias de mercadorias de origem animal e vegetal, incluindo carnes e frutas, estão deixando de ser inspecionadas no porto de Rio Grande, com a greve dos fiscais do Mapa. A paralisação não está provocando filas porque, além da área extensa para os caminhões – o que diferencia Rio Grande de outros portos, muitos produtos estão ficando na zona de produção. Segundo o chefe do Posto de Vigilância Agropecuária, Glênio Altenbernd, a greve só vai parar se houver avanços nas negociações.

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