A greve dos agentes da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina, começou a prejudicar os despachos aduaneiros no porto seco, segundo informou, ontem, o chefe da Receita Federal na aduana, Arnaldo Borteze. A liberação dos caminhões ocorre somente para despachos que contenham o carimbo da Polícia Federal na autorização de saída. A Receita Federal está recepcionando os despachos, mas os caminhões acabam retidos por falta de carimbo da Polícia Federal.

Caso a greve persista, os veículos poderão ser impedidos de entrar na pátio da aduana por falta de espaço de estacionamento, prevê Arnaldo Borteze. Alguns agentes informaram que as assinaturas de liberação seriam efetuadas normalmente, mas em operação padrão, o que provoca demora maior do que o normal. O número de caminhões já estacionados no local é grande e a tendência é de que o problema se agrave nos próximos dias.

Desde ontem os policiais federais em Dionísio Cerqueira estão proibidos, por uma determinação da Justiça Federal de Chapecó, de chegar a menos de 200 metros da Delegacia de Polícia Federal no município. O pedido foi feito pela Advocacia Geral da União (AGU) com base na solicitação dos delegados federais da cidade. Eles alegaram temor de que os policias em greve ocupassem as instalações.

“Nossa preocupação era manter a segurança das instalações. Assim que tomamos conhecimento da decisão judicial, deixamos o prédio”, afirmou o presidente do Sindicato dos Policias Federais em Santa Catarina (Sinpofesc), Edison Tessele.

O governo federal determinou que os policiais em greve entreguem suas armas e coletes e que os dias parados sejam descontados. Segundo o presidente do Sinpofesc, essas medidas seriam ilegais, uma vez que a lei que trata do direito de greve no serviço público ainda não foi regulamentada. Há no Estado cerca de cerca de 350 policiais federais.

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