Vítima saiu de Joinville e estacionou em posto. Através de rastreamento veículo foi localizado

O caminhoneiro Edvaldo Renor Ress, 45 anos, foi encontrado morto a facadas, no domingo, em Cajupi, cidade do interior de Minas Gerais, a 1.500 quilômetros de Joinville. O corpo, que na noite de ontem ainda não havia chegado a Joinville, onde a vítima vivia com a mulher e quatro filhos, foi localizado pelos policiais mineiros na cabine do caminhão. Os familiares acreditam que Edvaldo tenha reagido a uma tentativa de assalto. “A informação que temos é que ele tem marcas de luta em seu corpo”, observa um dos familiares. O corpo, que não vai ser velado porque está em avançado estado de decomposição, será sepultado ainda na manhã de hoje.

A vítima, que trabalhava como caminhoneiro há 25 anos e fazia sua primeira viagem pela transportadora onde havia sido contratado recentemente, foi vista pela última vez na noite de sexta-feira, quando estacionou o caminhão num posto de gasolina. Ele, segundo informações apuradas pela família, pediu aos frentistas para dormir no local. “E ninguém o viu depois disso”, diz um dos familiares.

O seu desaparecimento foi constatado pelo proprietário da carga, que a aguardava no Recife. Ao notar o atraso na entrega, entrou em contato com a transportadora joinvilense. O caminhão foi rastreado via satélite. O levantamento indicou que o veículo estava parado há três dias no mesmo local, ou seja, no posto. Os policiais mineiros, a pedido da transportadora, foram até o local e encontraram o corpo na cabine. No Instituto Médico Legal (IML) a necropsia revelou que Edvaldo foi morto a facadas. “Eu também soube que havia várias marcas pelo corpo, o que, segundo o legista, é um indício de que Edvaldo lutou antes de ser morto”, diz o parente.

A família garante que a vítima não tinha inimigos e acredita que o caminhoneiro tenha reagido a uma tentativa de assalto. A carga (sapatos) não foi roubada. O caso está sendo investigado pela polícia mineira.

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