Desde que os investimentos tenham partido da iniciativa privada, três concorrentes ao Paiaguás concordam na cobrança para o uso das rodovias

Um estado só consegue atrair investimentos se tiver o mínimo de infra-estrutura. No caso de Mato Grosso, que é um estado afastado dos grandes centros de consumo, essa área da administração pública deve ser olhada com uma atenção ainda maior. A avaliação é consenso entre os três candidatos ao governo do Estado com maior densidade eleitoral, de acordo com as pesquisas de opinião pública.

A necessidade de estradas que garantam as condições necessárias para o escoamento da produção mato-grossense é consenso entre os candidatos. Além das rodovias, os candidatos ressaltam a necessidade da conclusão da Ferronorte, cujas obras estão paradas em Alto Araguaia, de hidrovias para fortalecer a economia do Estado.

Para o governador Blairo Maggi (PPS), que disputa a reeleição, o trabalho que vem desenvolvendo na área de infra-estrutura precisa ter continuidade, principalmente no que diz respeito à pavimentação de rodovias. “Vamos tentar repetir mais 2 mil km de rodovias asfaltadas porque a falta dessa infra-estrutura atrapalha muito o desenvolvimento”, afirmou.

Porém Maggi ressalta que somente estradas não são suficientes, é necessária toda uma logística, que inclui infra-estrutura de água, energia, habitação e telecomunicações, além dos incentivos fiscais. “Precisamos ofertar incentivos fiscais porque estamos muito longe dos centros de consumo. A nossa intenção é fazer a verticalização da nossa economia, mas sempre vamos estar baseados no setor primário, porque a nossa produção básica e a nossa votação é agropecuária”, ressaltou o candidato.

Em relação à cobrança de pedágios nas rodovias, os candidatos não apresentaram resistência. Blairo Maggi afirma concordar com a cobrança, principalmente se a rodovia for pavimentada por meio de consórcios ou parcerias.

O senador Antero diz que é favorável no caso de rodovias federais duplicadas e argumenta que o pagamento sai menos oneroso para o motorista do que eventuais prejuízos que ele possa vira a ter em função das más condições das estradas.

Já a senadora Serys afirma que é contra a cobrança, mas faz uma ressalva quando a rodovia for pavimentada em parceria com outros setores, a exemplo dos consórcios realizados em Mato Grosso.