As condições precárias das estradas aliadas ao mau tempo podem ter provocado a morte de duas pessoas na manhã de ontem, no km-417 da BR-381, próximo a Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do caminhão baú, placa KOD-0402, de São Paulo, Fábio Reis, 22 anos, perdeu o controle do veículo ao fazer uma curva, no sentido BH/João Monlevade, e entrou na contramão, atingindo de frente a pick-up Saveiro placa GXO-7866, de Itabira.
O motorista da Saveiro, o comerciante Adair de Assis Barcelos, 30 anos, e o passageiro Paulo Roberto da Silva, 29, morreram no local. Muito abalado, Fábio Reis preferiu não dar mais detalhes sobre o acidente e limitou-se a repetir, entre lágrimas, que não tinha culpa. Ele também afirmou que estava chovendo na hora. Um patrulheiro rodoviário, que não quis se identificar, denunciou que acidentes como este poderiam ser evitados caso houvesse manutenção periódica das rodovias.
É o caso por exemplo da BR-418, altura do município de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, onde queda de uma barreira com a chuva interrompeu completamente o tráfego. Não há previsão de reparos na estrada que é a principal rota dos mineiros em férias no Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo.
O policial rodoviário federal Ronilton Corrêa, que trabalha no posto da PRF em Sabará e ontem registrou o boletim de ocorrência do acidente na BR-381, reconhece que a rodovia é bastante perigosa. Segundo ele, muitos motoristas de outros estados não conhecem a estrada, cheia de curvas e tráfego intenso de caminhões, e aceleram, muitas vezes se envolvendo em acidentes devido a combinação de buracos, curvas acentuadas e chuva.
Ronilton Corrêa observa que o asfalto, pelo menos até João Monlevade, apresenta muitos buracos e óleo na pista. “A manutenção deveria ser anual. Essa estrada precisa de ser duplicada. Além disso a sinalização é precária. Nos locais onde a curva é mais acentuada deveria ser feita fresagem para evitar que o veículo escorregue”, sugeriu.

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