Situação mais grave é nas estradas federais, em que 11% da malha estão tomados por buracos, erosões e até atoleiros. Para recuperar os estragos serão precisos pelo menos R$ 2 bi

As chuvas constantes dos últimos 60 dias deixaram em situação crítica 750 quilômetros da malha viária goiana. A área atingida distribui-se por rodovias que há três meses variavam de boa a regular. Atualmente, os veículos que passam por elas não conseguem trafegar a uma velocidade superior a 60 quilômetros por hora. A situação mais grave é das rodovias federais, nas quais 500 quilômetros, ou 11% da malha, estão tomados por buracos, erosões e até atoleiros que surgiram em poucos dias no asfalto mais que remendado das estradas.

Para recuperar apenas as rodovias federais, a estimativa do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) é de gastar R$ 2 milhões. Nas rodovias estaduais, 250 dos 22 mil quilômetros apresentam problemas, conforme a Agência Goiana de Transportes e Obras.

O coordenador do Dnit GO/TO, Riumar dos Santos, afirma que, além de danificar o asfalto, as chuvas contínuas impedem o trabalho de recuperação. Um dos exemplos é a BR-060. No trecho entre Rio Verde e Jataí será iniciada a quinta operação tapa-buracos desde o mês de abril. Ainda assim, a pista está completamente esburacada.

Riumar afirma que os danos foram maiores porque as estradas já estavam deterioradas. “O que temos feito, as operações tapa-buraco, são ações paliativas”, conta. Ele reconhece que em pelo menos 900 quilômetros de estradas goianas os tapa-buracos não resolvem mais. Seria preciso reconstruir os trechos. “Tenho informado ao Ministério dos Transportes e à direção nacional do Dnit que somente isso vai resolver a situação em Goiás”, diz.

Até o momento, o Dnit em Goiás conseguiu só o adiantamento de recursos para uso na operação tapa-buracos que deve atingir toda a malha do Estado. Na região do Entorno de Brasília, o departamento acertou com o Exército para recuperar as BRs 020, 040 e 251.

Além dos 500 quilômetros de rodovias federais estragados pela chuva, diversos outros trechos estão em situação pouco animadora. De toda a malha viária administrada pela União, cerca de 2 mil quilômetros não têm problemas e sua situação é boa, segundo o Dnit. Em outros 2 mil quilômetros a situação é razoável.

Os dados da Polícia Rodoviária Federal também impressionam. Nos últimos três meses, 1.898 motoristas tiveram carros danificados nas estradas. As ocorrências dizem respeito, principalmente, a rodas quebradas e pneus estourados. Foram prestados 709 auxílios em dezembro, 604 em janeiro e 585 em fevereiro.

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