A construção da rodovia 891, trecho entre Jequié e o distrito de Florestal, está voltando aos poucos ao seu ritmo normal, depois das persistentes chuvas. Em algumas regiões, como em Campo Largo, as máquinas utilizadas nos serviços de nivelamento ficaram paradas por mais de 20 dias. Com isto, o prazo de conclusão da obra está mais uma vez comprometido e as construtoras não arriscam mais estipular tempo para a sua conclusão.

Algumas obras, no entanto, não sofreram interrupção, mas as empresas estão preocupadas com o prolongamento do período chuvoso, que tem diminuído o ritmo das obras, sobretudo na área próxima à Mata Atlântica. Na região da caatinga, os serviços foram menos prejudicados, mas a umidade do local também prejudica as atividades.

As construtoras permaneceram nos trechos mais críticos durante os dias chuvosos para fazer a raspagem da estrada para permitir o tráfego, uma vez que o lamaçal formou grandes atoleiros. Vários veículos, incluido ônibus e caminhonetes, que transportam a produção rural, ficaram atolados.

As chuvas, que são registradas regularmente desde o inverno na região da mata, têm sido um dos maiores problemas para as construtoras. De junho a agosto, os serviços pouco avançaram e os problemas se repetiram em dezembro e no começo desse ano. “É impossível trabalhar com a estrada encharcada” disse um encarregado de obras.

As adversidades climáticas causaram prejuízos não apenas às empresas responsáveis pela execução das obras, a população do distrito de Florestal, produtores e trabalhadores rurais também sofreram para se locomover e escoarem a produção. “Praticamente ficamos ilhados e nem sempre as pessoas arriscavam passar na estrada, temendo os atoleiros”, disse um agricultor, lembrando que a outra opção, a estrada de Itiúba, divisa de Jequié com Jaguaquara, ficou interditada por causa da queda de barreiras.

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