A Justiça Federal de Curitiba ainda não decidiu se autoriza a concessionária Rodovia das Cataratas a efetuar o reajuste de suas tarifas, como já fez com as concessionárias Ecovia, Econorte, Rodonorte e Viapar. Caso a liminar seja concedida, porém, a empresa pode ter o direito a cobrar um índice de reajuste maior do que os 15,34% concedidos à maioria das empresas. A empresa tem o direito de cobrar um degrau tarifário, ou seja, uma tarifa extra, por ter realizado obras não previstas no contrato de concessões.

O reajuste maior foi concedido à Rodovia das Cataratas no governo Jaime Lerner (PSB), devido a um termo aditivo que estabeleceu a duplicação de uma pista próximo à praça de pedágio de São Miguel do Iguaçu. Pelo serviço, que não estava previsto no contrato, a empresa obteve o direito de efetuar reajustes maiores nas tarifas.

Como a Folha noticiou na terça-feira, outras concessionárias também iniciaram as cobranças dos degraus tarifários pela primeira vez este ano. Além da Ecovia, que cobra o adiantamento da construção de um viaduto sobre a BR-277 e a recuperação da mesma estrada pelo desgaste sofrido com a passagem de caminhões nas últimas safras, a Econorte também cobrou o degrau por obras realizadas em seu trecho de concessão.

Para o ano que vem a única empresa que deve ter o direito ao degrau tarifário é a Ecovia, por conta das obras na BR-277. O índice de reajuste ainda não foi definido, e depende de fatores como a inflação e preços de insumos adquiridos pelas concessionárias.

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