No Dia Mundial da Saúde, em que ações voltadas à conscientização de condutores estarão acontecendo ao mesmo tempo em dezenas de países, a concessionária paranaense Viapar mostra que situação regional é preocupante.

Crianças com menos de 1 ano a 14 anos de idade são 9% do total de vítimas com lesões nas estradas administradas pela concessionária Viapar, que responde por 546 quilômetros nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná.

Em 2003, das 1.006 pessoas envolvidas em acidentes que precisaram ser socorridas pelas equipes de atendimento médico pré-hospitalar da empresa, 96 situavam-se naquela faixa etária.

Dessa forma, por entender que a maior parte dos usuários de rodovias ainda não está devidamente preparada para transportar crianças em condições seguras, a Viapar realizará nesta quarta-feira, Dia Mundial da Saúde, uma campanha de conscientização dos motoristas sobre o assunto.

Para isso, além da distribuição de material informativo, a empresa estará mobilizando, durante todo o dia, equipe de instrutores para prestar orientações a quem passar pelas praças de pedágio situadas em Mandaguari/Marialva, Presidente Castelo Branco e Floresta, todas na região de Maringá.

A preocupação com a segurança no trânsito, aliás, é o tema central da campanha internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para este dia 7, sendo que ações destinadas à conscientização de motoristas acontecerão, simultaneamente, em dezenas de países. Segundo a OMS, acidentes de trânsito matam todos os anos mais de 1,2 milhão de pessoas no mundo e tornam incapacitadas centenas de milhares.

A Viapar decidiu focar a segurança no transporte de crianças após realizar uma pesquisa recentemente em sua região. Depois de abordar 2.154 veículos leves que transportavam crianças, verificou que apenas 7% delas viajavam com segurança, colocadas em cadeirinhas apropriadas, no banco traseiro.

A pesquisa, segundo a empresa, serviu também para revelar alguns absurdos: 13% das crianças de diferentes idades estavam no banco dianteiro e, dessas, 64% não utilizavam o cinto de segurança. Por sua vez, das que eram levadas no banco de trás, 80% estavam igualmente sem cinto. De acordo com a Viapar, a pesquisa apurou que 15% das crianças seguiam no colo de adultos, o que não oferece proteção alguma quando de acidentes ou freadas bruscas.

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