Excesso de carga, chuva e calor. Três situações que agravam ainda mais a vulnerabilidade de estradas em Mato Grosso. Aliada à falta de manutenção (ideal em cada cinco anos), o resultado é visto pelo cidadão, que sente no bolso as conseqüências do problema. Segundo o gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Fernando Crosara, além da perda de tempo, o mau estado de rodovias aumenta o consumo de combustíveis em até 20%.

Uma alternativa para o problema, de acordo com Fernando, seria a pavimentação das estradas com concreto, em vez de asfalto. Isso porque o concreto é mais resistente à carga e condições climáticas.

Como em Mato Grosso praticamente todo escoamento de produção é feito por estradas, ele acredita que essa seria uma possibilidade viável. Além disso, lembra da condição climática do Estado, que é muito quente e enfrenta forte período de chuvas de agosto a fevereiro.

Assim, a ABCP promove a partir de hoje um seminário sobre a viabilidade desta forma de pavimentação. O evento ocorre em Cuiabá até o dia 05, no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) de Mato Grosso.

Já o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Pesada (Sincop) de Mato Grosso, Edgar Teodoro Borges, diz que a pavimentação de concreto é viável, mas em regiões específicas, como trechos de tráfego pesado, onde há rampas e contornos acentuados.

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