A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) apresentou ontem os resultados do Estudo de Engenharia de Valor do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Uma das soluções detectadas no estudo para reduzir o custo da recuperação da via é o uso do pavimento de concreto, que, apesar de ter um custo de implantação cerca de 4% mais caro em relação ao asfalto, reduziria os gastos com manutenção e proporcionaria uma economia total, durante a vida útil de 20 anos, da ordem de R$ 4 bilhões.

Na comparação entre a pavimentação de concreto e a asfáltica, o pavimento de concreto exigiria apenas uma intervenção no décimo ano após a sua implantação, ao passo que o pavimento asfáltico necessitaria ser novamente recapeado em média a cada cinco anos. A maior durabilidade do pavimento em concreto se traduz em uma sensível redução dos custos com consumo de combustíveis e peças dos veículos, além da diminuição do risco de acidentes e congestionamentos causados pelas operações de manutenção do pavimento em asfalto.

Segundo Roger Veloso, especialista em engenharia de valor da ABCP, somente em Minas Gerais e Rio de Janeiro não é comum o uso de pavimento de concreto, por isso, um dos objetivos do estudo é desmitificar a utilização deste tipo de pavimentação e, com isso, baixar os custos de implantação e manutenção das estradas mineiras. “É contraditório que Minas, um Estado com a maior malha rodoviária do Brasil, ainda esteja usando pavimentação asfáltica na maioria das suas vias”, explica.

Em Belo Horizonte, a pavimentação com concreto foi utilizada na Via Expressa e não apresenta problemas com manutenção. A rodovia MG-424, que liga Venda Nova a Confins, também foi pavimentada com concreto em meados dos anos 70, mas agora passará por manutenção em alguns trechos. Segundo Veloso, os problemas atuais da MG-424 decorrem, principalmente, do projeto original, que previa duas pistas mas apenas uma foi construída, ficando sobrecarregada.

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