Com a conclusão da transferência das redes de água nas ruas Edu Chaves e Dona Teodora, na zona norte da Capital, as obras do Viaduto Leonel Brizola devem deslanchar a partir de agora. As tubulações passavam sob o local onde os 19 pilares que sustentarão a elevada serão fixados. O remanejo dos canos, concluído na semana passada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), agora dá lugar a escavações que receberão as colunas de sustentação do viaduto.

Segundo o engenheiro da Secretaria Municipal de Obras e Viação Adriano Borges Gularte, as 269 estacas que segurarão os pilares serão cravadas na terra a partir dos primeiros dias de janeiro. É quando o Consórcio Pelotense-Cidade, executor da obra, terá à disposição o maquinário necessário para realizar o trabalho.

No canteiro de obras da Edu Chaves, operários trabalham nas fôrmas das vigas, das quais 70% já estão prontas. A 600 metros dali, começam os trabalhos de terraplenagem para a construção do Sítio do Laçador, o recanto para onde o monumento será transferido.

Gularte prevê que o novo endereço do símbolo esteja concluído no final de março, com a estátua ostentada a cinco metros de altura. O motivo da remoção é que o Laçador desapareceria diante do viaduto.

Aproveitando a duplicação da Dona Teodora, o Dmae está substituindo 1,6 mil metros de redes de esgoto e água. O diretor-geral do departamento, Flávio Presser, afirma que as trocas, que custarão R$ 700 mil, são uma medida cautelar com o intuito de renovar a estrutura antiga.

A construção do viaduto permitirá a ligação entre a BR-290 (freeway) e a Terceira Perimetral. Com início na Dona Teodora, passando por cima da linha do trensurb, a elevada se dividirá em duas ramificações. A obra, iniciada em setembro, faz parte do Programa Integrado Entrada da Cidade (Piec).