Sobrevivente de acidente relata momentos de pânico após colisão. No total, 12 pessoas morreram, sendo que 8 eram da mesma família.

Os corpos de oito pessoas mortas no acidente na BR-364, em Jaciara (MT), foram transportados no final da tarde deste sábado (20) de avião até Vitória (ES). No total, 12 pessoas morreram no acidente que aconteceu na sexta-feira.

Quem sobreviveu à tragédia relata o pânico que presenciou. “Eu só ouvi o grito de um dos passageiros dizer motorista . Quando ouvi ele gritar, abri os olhos e já estava no chão”, disse Joseni da Silva Santos, que estava no micro-ônibus que bateu de frente com uma carreta.

Apenas quatro das 16 pessoas envolvidas no acidente sobreviveram. “Eu não percebi a questão do barulho. Quem estava na frente [van] tinha a visualização total. Quem estava atrás não percebeu”, afirmou Joseni.

Acidente
Dentre os mortos, oito são da mesma família e eram convidados de um casamento que seria realizado em Rondonópolis, distante a 210 quilômetros de Cuiabá. O grupo saiu de avião de Vitória para Cuiabá.

No aeroporto, embarcaram no micro-ônibus. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, chovia na estrada quando uma carreta que viajava para Cuiabá invadiu a pista contrária e atingiu o outro veículo.

Outras vítimas
Seis pessoas foram socorridas com vida para Rondonópolis. Uma para a Santa Casa e as outras cinco no Hospital Regional. Além de Joseni, outra pessoa recebeu alta, duas não resistiram aos ferimentos e morreram.

Osório Flores, de 63 anos, permanece internado. Para o diretor da unidade hospitalar, Enio Ricardo Pereira Júnior, o paciente tem chances de recuperação. “Ele apresenta uma fratura de membro inferior e está estável e consciente. Eu acredito na recuperação dele”, informou.

Internada na Santa Casa, Abigail de Brito teve um corte profundo na cabeça, mas está fora de perigo. O motorista da carreta, Genessi Montovani, era de Campo Grande (MS) e o corpo dele já foi encaminhado para cidade onde morava.

Em Rondonópolis, amigos e familiares compareceram no velório do motorista do micro-ônibus Silvio Cesar de Pinho realizado no Cemitério da Vila Aurora. Em meio a tanto sofrimento ainda se destacou a fé de quem sobreviveu. “Se for olhar em relação aos outros, eu não tive nada”, disse Joseni.

Além do motorista do micro-ônibus que morava em Rondonópolis, o corpo de Gilma de Meira Gusmão é velado no Cemitério da Vila Aurora, onde deve ser sepultado a manhã deste domingo (21).

O casamento que seria realizado neste sábado à noite foi cancelado.