Policial deve permanecer preso, decide ministro do STJ
O policial rodoviário federal Rauristênio Lima Bezerra,

preso na Operação Buritis, deve continuar preso. A decisão

é do ministro Francisco Peçanha Martins, presidente em

exercício do Superior Tribunal de Justiça. O ministro

negou pedido de liminar em Habeas Corpus para que o

policial aguardasse em liberdade o julgamento de recursos

ajuizados contra a decisão condenatória.

O policial está preso desde 31 de março de 2005, condenado

por crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha ou

bando. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal,

Bezerra e outros policiais rodoviários federais, no

exercício do cargo, receberam propina de motoristas e

empresários do ramo de transporte rodoviário para que as

mercadorias fossem liberadas.

O pedido de Habeas Corpus foi ajuizado no Tribunal

Regional Federal da 1ª Região. O objetivo era anular as

penas impostas e conseguir a liberdade. O TRF-1 negou o

pedido. A defesa recorreu ao STJ. Alegou carência de

fundamentação na decisão que mandou prender o policial.

Peçanha Martins não acolheu o argumento. Os autos foram

encaminhados ao Ministério Público Federal para elaboração

de parecer. O mérito do pedido será julgado pela 6ª Turma.

O relator é o ministro Paulo Medina.

Operação Buritis

A Operação Buritis foi coordenada pelo Ministério Público

Federal e pela Policia Federal, que investigaram a

participação de policiais rodoviários federais,

empresários e funcionários de empresas de transportes de

passageiros e de carga em esquemas de corrupção nas

rodovias federais no Piauí.

As investigações feitas durante um ano comprovaram o

recebimento de propina por policiais rodoviários para se

absterem de fiscalizar empresas corruptoras ou suas

concorrentes