A CPI do Roubo de Cargas, que poderá terminar pouco antes das eleições, já tem em seu relatório preliminar cerca de 40 nomes de pessoas envolvidas nesse tipo de crime, revelou o presidente da comissão, senador Romeu Tuma (PFL-SP). O senador disse que esse tipo de roubo está relacionado a seqüestros e lavagem de dinheiro e que foram descobertas, no interior do País, prefeituras municipais que compravam mercadorias roubadas e pagavam com cheques pré-datados.
Romeu Tuma explicou que a CPI já deveria ter sido encerrada no fim do ano passado, mas por pressões de governadores e empresários, que viram na sua atuação um freio nos roubos, ela continua este ano. “Além disto, temos vários estados a serem visitados ainda. Muita coisa deve ser feita. Nós estamos trabalhando junto ao presidente da Câmara Federal, deputado Aécio Neves, para que se aprove algumas legislações para reduzir o roubo de cargas, como a punição para a figura do receptador”, afirmou.
Ele disse que “é preciso que a Justiça reconheça a figura do receptador presumido. Ou seja, aquele que sabemos ser um receptador, mas não temos provas concretas. Só sabemos que eles ganham dinheiro vendendo mercadoria roubada. É preciso aceitar os indícios. Também precisamos criar um DNA para identificar as mercadorias. Isto é importante. Estamos trabalhando muito nisto”.
Outro fato revelado por Tuma é que alguns empresários que foram indiciados por sonegação já conseguem vitórias na Justiça. “Vamos descobrir quem está por trás deles. Veja o caso da Petroforte. O que sabemos é que há ligações com o roubo de cargas, com o narcotráfico e a lavagem de dinheiro. Estamos investigando”, afirmou.

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