Conserto de buraco de 2 metros de diâmetro e 3 metros de profundidade surgido no km 74,5 da pista da rodovia, no sentido Capital, demorará 30 dias

Uma cratera de dois metros de diâmetro e três de profundidade na Rodovia Fernão Dias (BR-381/SP), que liga São Paulo a Belo Horizonte (MG), causou dor de cabeça aos motoristas ontem. Na pista sentido Capital, o asfalto afundou na altura do km 74,5, na Serra da Cantareira, já no estado de São Paulo. O congestionamento chegou a cinco quilômetros e durou das 8h às 8h30, pois a Polícia Rodoviária Federal teve de interditar as faixas da esquerda e a central. Os veículos circulam agora apenas pela faixa da direita (são três ao todo) e pelo acostamento, que foi liberado. O conserto deve durar 30 dias.

O asfalto se rompeu na tarde de segunda-feira, por volta das 17h, segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) — responsável pela conservação das rodovias federais. O órgão atribui o surgimento da cratera à ocorrência de chuvas intensas na região e ao rompimento de uma tubulação de águas pluviais. Seis engenheiros do Dnit passaram a monitorar o local para verificar se há possibilidade de o asfalto ceder nas outras faixas.

Segundo o inspetor-chefe da 3ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal, Antônio de Thomaz Júnior, o Dnit orientou na tarde de ontem que o tráfego fosse completamente desviado da pista sentido Capital, mas o departamento não tinha a sinalização necessária para fazer a interdição e informar o desvio ao motorista. “Teria que colocar cavaletes, iluminar o trecho, além de colocar placas alguns quilômetros antes para alertar os motoristas”, explicou o inspetor Thomaz Júnior.

Segundo ele, seria muito arriscado fazer o desvio para outra pista sem a sinalização adequada. “Podem acontecer acidentes graves.” Desde segunda-feira, a polícia sinalizou a cratera com cones. Para iluminar o local à noite, policiais providenciaram latas com material inflamável, que foi aceso.

Thomaz Júnior disse que o Dnit abriu uma licitação de emergência para comprar o material de sinalização.

O maquinário necessário às obras de reparos começou a ser deslocado para a estrada no fim da tarde de ontem. As obras devem começar às 8h de hoje, mas só ficam prontas em um mês. Enquanto isso não acontece, os veículos circularão em duas faixas da pista para a Capital, com as faixas central — onde está o buraco — e da esquerda isoladas. Segundo o Dnit, as obras terão de ser cuidadosas, pois a cratera fica perto de um muro de arrimo.

Segundo Thomaz Júnior, em 26 de fevereiro policiais rodoviários perceberam uma forte depressão na camada de asfalto no local. O Dnit teria sido informado e encaminhou um engenheiro ao local. “Mas ele (engenheiro) nos informou que não havia risco iminente de ruptura do asfalto”, disse Thomaz. O Dnit nega ter sido avisado.

Tapa-buracos tenta melhorar o asfalto

No trecho paulista da Rodovia Fernão Dias (BR-381/SP), que tem 90 km de extensão duplicados, buracos incomodam a vida dos motoristas. Principalmente na pista sentido Minas Gerais, eles são obrigados a desviar com freqüência de crateras de diversas dimensões. Cerca de 90 mil veículos utilizam diariamente a rodovia para sair de São Paulo.

Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), serviços de tapa-buracos foram contratados em caráter emergencial no início do ano e estão em andamento desde a semana passada.

Os serviços estão sendo feitos com uma verba de R$ 150 mil, solicitada pelo departamento ao Ministério dos Transportes. O pedido do dinheiro foi feito em caráter emergencial para tapar os buracos causados pelas chuvas de verão. O Dnit também abriu licitação para contratar serviços de conservação e manutenção da rodovia por dois anos. O nome da empresa vencedora deve ser conhecido este mês. O Ministério dos Transportes anunciou, semana passada, uma verba de R$ 160 milhões para terminar a duplicação da rodovia este ano.

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