Os trechos destacados pela PRF como sendo os que representam maior perigo ficam na BR-364 (na “Serra de São Vicente” e entre Várzea Grande e Jangada) e na BR-163, próximo à Sorriso.

Como estas estradas não possuem qualquer tipo de serviço de socorro – como existem nas privatizadas – são as 18 equipes da PRF que vão, de imediato, até os locais dos acidentes.

“Temos que fazer o papel de policial, de bombeiro e de guincho”, diz o chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF, Vanderlei Munhoz. Segundo ele, os bombeiros, nas localidades onde a corporação já “chegou”, dão grande apoio, principalmente em casos em que há vítimas presas em ferragens ou em situação grave de saúde, tendo que ser transportadas rapidamente.

Segundo Munhoz, em pistas privatizadas, há toda uma infra-estrutura, capaz de dar resolução rápida ao acidente, tanto no sentido de salvaguardar a vida das vítima, quanto no sentido de não prejudicar o tráfego.

“Têm ambulâncias em diversos pontos, um serviço chamado de auto-socorro, que atende aos que ficam com o carro estragado, e também serviço de pane”, relata.

Apesar da situação das estradas federais de Mato Grosso serem responsáveis por boa parte do acidentes, Munhoz, mais uma vez, atribui a culpa da maioria das ocorrências aos próprios motoristas, que, segundo ele, em geral, são imprudentes.

“Se a estrada é ruim, tem que andar devagar. O que tem ocorrido muito é colisão traseira, porque os carros vão colados uns aos outros. Tem que manter distância”, orienta.

Os dados da PRF mostram, por fim, que as estradas federais estão a cada dia mais perigosas.

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