Trecho da BR entre Garuva e Curitiba registrou 69 acidentes em 2 meses

Curva da Santa: defeito na superelevação facilita ocorrência de acidentes. (Valterci Santos)

Os reparos de emergência no pavimento da Curva da Santa, situada no quilômetro 671 da BR-376, serão feitos no início da próxima semana. Ontem, uma equipe do Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) fez novos levantamentos topográficos no local, para definir a quantidade de massa que será usada para corrigir um defeito na superelevação (inclinação que ajuda o carro a fazer a curva) da pista. O desnível está contribuindo para a ocorrência de acidentes no trecho – atualmente considerado um dos mais perigosos das rodovias federais do Paraná, com o registro de 69 acidentes em pouco mais de dois meses.

A obra exigirá o fechamento de pelo menos uma das três faixas da pista no sentido Garuva-Curitiba e por isso os motoristas devem redobrar os cuidados na hora de passar pela curva. Os trabalhos, que devem ser iniciados na segunda ou terça-feira, serão concluídos em três dias, se as condições climáticas forem favoráveis.

Aterro

Segundo o Dnit, parte do aterro existente embaixo da pista cedeu, ocasionando a depressão e o problema na superelevação. O órgão não tem informações sobre quando o problema ocorreu. O trabalho a ser executado será em caráter emergencial, já que o conserto definitivo depende da elaboração de projeto e da liberação de recursos pelo Ministério dos Transportes, não havendo previsão de quando isso será possível.

O Dnit também anunciou que irá promover melhorias na sinalização do trecho. Inicialmente, os trabalhos devem se limitar à pintura de faixas horizontais. Em médio prazo, porém, deverão ser feitos trabalhos de instalação de sonorizadores ou tachões e a colocação de novas placas. Outra obra que terá início nos próximos dias, segundo a assessoria de imprensa do Dnit, é a reconstrução da mureta de proteção, que apresenta falhas, o que aumenta o risco de carros caírem no penhasco existente ao lado da estrada.

Velocidade

Não foi definido ainda se a nova sinalização poderá trazer mudanças quanto ao limite de velocidade do trecho, que atualmente é de 60 quilômetros por hora. Um estudo do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR) aponta que a velocidade máxima no trecho deveria ser de 52 quilômetros. Segundo a assessoria do Dnit, só ontem o órgão recebeu uma cópia deste laudo, elaborado há mais de um ano pelo Crea e que apontava a existência de problemas na superelevação e no sistema de drenagem da pista.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui