O diretor-geral do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER), Delevam Queiroz de Melo, irá participar da sessão plenária da próxima terça-feira, na Assembléia Legislativa, para prestar contas aos deputados sobre o que está sendo feito para recuperar as rodovias estaduais, boa parte em situação caótica após as chuvas que atingiram o Rio Grande do Norte nos meses de janeiro e fevereiro. A convocação partiu de uma sugestão do deputado Ricardo Motta (PSB).

Prefeitos e parlamentares têm sido praticamente unânimes em reclamar do que consideram ‘‘lentidão’’, por parte do DER, para recuperar as estradas e pontes que foram destruídas com as chuvas. O presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria (PFL), afirmou ontem que acredita que a governadora Wilma de Faria também não está satisfeita com a demora para que se inicie a reconstrução dos trechos. ‘‘Vou levar à governadora essa reclamação. O DER está muito lento para resolver a situação das estradas’’, disse.

Segundo o deputado, a situação caótica da maioria das estradas da região Agreste, por exemplo, deve-se também a um serviço mal-feito executado na ‘‘operação tapa-buracos’’ promovida no ano passado. ‘‘A empresa contratada para executar o serviço fez um trabalho mal-feito, e a prova disso foi que já nas primeiras chuvas, as estradas ficaram cheias de buracos’’, criticou.

Uma dos municípios que está em situação mais preocupante em consequência das chuvas é o de Passa e Fica – que é uma das quatro principais vias de saída do Estado – na divisa com a cidade de Araruna, na Paraíba. ‘‘Nunca pensei que o município viesse a passar por um problema tão sério quanto esse’’, dimensionou o prefeito da cidade, Pedro Lisboa (PL), conhecido como Pepeu.

A ponte que dá acesso ao município, na RN-093, foi levada pelas chuvas desde o dia 14 de janeiro e até o momento o DER não providenciou o acesso. O transporte de cargas e passageiros para a cidade está sendo feito através de um desvio que passa pelo município de Lagoa D’anta, aumentando o tempo do trajeto em 50 minutos. ‘‘Além disso, Os caminhões pesados são obrigados a usar o trecho que liga Nova Cruz a Passa e Fica, e estão acabando com a estrada, que não é projetada para receber tamanha carga’’, afirma Pepeu.

Com a falta de providências do governo, os próprios moradores improvisaram um desvio ao lado da ponte que foi destruída, passando por cima do Riacho dos Macacos. No entanto, se voltar a chover, o local ficará intransitável. ‘‘Nem mesmo um desvio mais adequado, de piçarro, o DER procurou construir até agora’’, diz o prefeito. ‘‘O prejuízo do comércio da cidade, das churrascarias e do turismo é incalculável’’, lamentou.

Pepeu relata que já conversou com a governadora Wilma de Faria sobre a situação. ‘‘A governadora está procurando agir. O entrave é no DER’’, afirmou.

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