O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) desmentiu a Prefeitura de Mogi das Cruzes no já polêmico projeto de instalação de quatro rotatórias no trecho urbano da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Por meio da Assessoria de Imprensa, o departamento vinculado à Secretaria de Estado dos Transportes criticou a postura da Administração Municipal e da Empresa Industrial Técnica (EIT), vencedora da concorrência para construir os quatro dispositivos de segurança. E deixou bem claro que não vai readequar o projeto dos trevos ou repassar mais dinheiro à prefeitura. O departamento foi mais longe e não descartou a possibilidade de assumir a construção das rotatórias.

Para isso, a prefeitura teria de devolver os R$ 4 milhões repassados pelo governo do Estado ao DER, que abriria uma nova licitação. Essa alternativa, porém, precisaria ter a sua aplicação avaliada e autorizada pela área jurídica do departamento e da Administração Municipal. No final de 2005, o governo do Estado repassou à Prefeitura R$ 4 milhões para a implantação dos dispositivos de segurança entre os quilômetros 57,7 e 68,9. No primeiro semestre, a EIT ganhou concorrência pública promovida pela prefeitura para executar o projeto dos trevos elaborado pelo DER. Os serviços previstos para terminar no próximo mês, entretanto, ainda não começaram. Numa reportagem publicada no domingo pelo Mogi News, o secretário de Controle e Estratégias, Aroldo da Costa Saraiva, revelou que não existe um prazo para o início e conclusão das rotatórias porque o DER teria de readequar os projetos. Essa necessidade surgiu, segundo Aroldo, porque os projetos originais teriam elevado o preço das obras para até R$ 6 milhões, ou 50% acima dos R$ 4 milhões repassados pelo Estado ao município.

Na manhã de ontem, o departamento sustentou com firmeza que o projeto das rotatórias cabe no repasse de R$ 4 milhões (a EIT ganhou a licitação com uma proposta de R$ 3,8 milhões). Portanto, não haverá nenhuma readequação e liberação de mais recursos. E o DER foi mais longe. Quem deve esclarecer a situação e dizer por que a obra sequer começou são a prefeitura e a EIT.”O DER já fez a sua parte no convênio. Seria importante que lessem este convênio. Ele diz que o DER teria de elaborar o projeto e repassar o dinheiro. Isso já está feito e a obrigação do departamento já foi cumprida”, afirmou a jornalista responsável pela assessoria do departamento.

Para o DER, é bastante estranho somente depois do lançamento das obras com a presença do prefeito Junji Abe (PSDB), descobrir que o dinheiro não é suficiente: “Normalmente, nestes casos, inicia-se a obra e depois discute-se aumento de recursos. Neste caso, a Prefeitura e a EIT nem começaram o trabalho e já se fala em problemas de projeto e custos. O DER, porém, já fez a sua parte”. Junji nas obrasNo começo da noite, a Assessoria de Imprensa do prefeito Junji Abe (PSDB) informou que ele vistoriou as obras do trevo no distrito de Biritiba Ussu e lá encontrou vários operários da EIT. A constatação do prefeito encerra toda a polêmica, segundo a assessoria.