A situação das estradas goianas neste verão complicou-se um pouco mais porque as rodovias estaduais estão servindo como alternativa de desvio para os motoristas que usam as rodovias federais. O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Carlos Rosemberg, critica o fato de os motoristas não conseguirem trafegar pelas estradas federais, uma boa parte delas em péssimo estado de conservação em território goiano.

“O País precisa de uma política nacional para o setor rodoviário, onde sejam definidos os papéis dos governos federal, estadual e municipal. Enquanto isso não for feito, estaremos assumindo problemas que não são nossos”, critica Rosemberg, referindo-se à deterioração das rodovias estaduais provocadas em parte pela fuga dos condutores das BRs. A Agetop estima que cerca de 80% dos problemas mais graves existentes hoje nas rodovias do Estado foram causados pelos desvios das estradas federais.

Desde o ano passado, conforme Rosemberg, a manutenção das rodovias foi terceirizada para 32 empresas que hoje ficam distribuídas em mais de 20 regionais do Estado. Segundo explica, antes de implantar esse modelo de manutenção, as máquinas do antigo Consórcio Rodoviário Intermunicipal S/A (Crisa) eram mantidas nesses trechos e o custo da manutenção era de cerca de R$ 9 milhões mensais.

O valor, afirma, caiu pela metade com a terceirização dos serviços. As antigas máquinas, hoje, estão a serviço dos municípios, que criaram consórcios que contam com a consultoria técnica de engenheiros da Agetop. Eles são responsáveis pela recuperação de rodovias municipais. De acordo com Rosemberg, estão sendo investidos cerca de R$ 150 milhões na conservação, restauração e realização de obras novas.

As empresas são pagas, de acordo com o presidente, depois que o serviço prestado é vistoriado. “Elas recebem para não deixarem o problema acontecer.” Rosemberg garante que algumas empresas já foram multadas em até 10% do valor que tinham a receber da Agetop porque deixaram de cumprir cronograma de obras previsto nos contratos com o órgão. Nesse período de chuva, quando o comprometimento das rodovias é maior, a Agetop anuncia que vai intensificar a fiscalização do serviço das empreiteiras.

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