Nos 524 quilômetros da BR-153 que atravessam o Paraná, existem oito trechos perigosos, conforme avaliação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). Só o asfaltamento dos 80 quilômetros da Transbrasiliana, entre Ventania e Tibagi, exigem investimentos de R$ 40 milhões. O Ministério dos Transportes promete concluir neste ano a pavimentação da estrada, que começou a ser construída na década de 70.

O governo federal vem custeando apenas a restauração nas regiões que apresentam mais buracos. Os problemas começam no extremo sul do Paraná. Em General Carneiro, a 30 quilômetros de Santa Catarina, o asfalto afundou e teve que ser recuperado às pressas.

As obras emergenciais foram encerradas em dezembro, mas o trecho que fica entre os quilômetros 481,7 e 512,5 ainda é apontado como ruim pelo DNER. “Estamos pressionando os deputados federais para conseguir novas reformas, mas não estamos obtendo resultados”, afirma o secretário de Administração do município, Ivo da Luz.

Mesmo chuvas fracas são suficientes para provocar atoleiros e impedir a passagem de caminhões na região que ainda não foi asfaltada, em Ventania. O trecho vai do quilômetro 160 ao 242,4. Outros quatro trechos considerados perigosos ficam entre Conselheiro Mairink e Joaquim Távora, no Norte Pioneiro, e somam 54,9 quilômetros.

Entre os quilômetros 81,9 e 105,5, a sinalização vertical é deficitária. Buracos e deformações no asfalto tornam o tráfego crítico e exigem atenção redobrada dos motoristas. Do quilômetro 67,5 ao 81,9, o principal problema são os buracos e as deformações.

Quem percorre o trecho do quilômetro 65,8 ao 67,5 também nota a falta de sinalização vertical, bem como os buracos que se concentram no quilômetro 67. Ainda em direção ao Norte, até o quilômetro 51,6, as placas são insuficientes e existem trilhos de rodas no asfalto.

A situação volta a piorar entre os quilômetros 42,3 e 39,1. Existem buracos, principalmente na travessia da região habitada de Ribeirão do Pinhal, faltam placas e a rodovia fica escorregadia em dias chuvosos.

O último trecho apontado como perigoso é o de Jacarezinho a Santo Antônio da Platina, entre os quilômetros 23,9 e 39,1. Os motoristas enfrentam pista escorregadia, acostamentos obstruídos, ondulações no asfalto e trincas na ponte do Rio Ubá, além de buracos no perímetro urbano de Santo Antônio da Platina.

Cianorte
Estradas sem manutenção
A falta de manutenção nas rodovias da região Noroeste desde o final do ano passado está deixando a maioria delas intransitáveis. Entre Umuarama e Xambrê, o motorista precisa de muita paciência para percorrer 18 quilômetros da PR-489. As crateras nas pistas obrigam os motoristas a dirigir em velocidade inferior a 30 quilômetros por hora. Outra rodovia em situação crítica é a PR-082, no trecho de quase 20 quilômetros entre Cianorte e Indianópolis. Há pouco espaço para os veículos transitarem e a velocidade média também é inferior a 30 quilômetros por hora.

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