O DNIT quer começar a emitir no segundo semestre deste ano as ordens de serviço para o início das obras de duplicação do trecho de 350 quilômetros da BR 101 entre Florianópolis, Santa Catarina, e Osório, Rio Grande do Sul. Para isso, o orçamento de 2005 deverá contemplar o trecho com o dinheiro necessário para o prosseguimento das obras de duplicação.

Até o fim da primeira quinzena deste mês, o DNIT enviará ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) relatórios com os resultados das licitações para as obras de duplicação. A medida serve para que o BID formalize sua “não objeção” sobre o processo licitatório. Só assim poderá ser marcada com o banco a data de assinatura do acordo de empréstimo.

Para iniciar o trabalho, o DNIT mantém ainda contato permanente com TCU (Tribunal de Contas da União). O objetivo é o de solucionar pendências apontadas pelo Tribunal sobre a alteração de partes dos editais relacionadas à supervisão e gerenciamento ambiental da obra.

Concluídas estas duas etapas, o DNIT poderá iniciar o processo de contratação dos consórcios/empresas vencedores das licitações concluídas na sexta-feira passada, 5/3.

No começo desta semana, o diretor geral em exercício do DNIT, Ricardo Corrêa, enviou ao Ministério dos Transportes relatório com a análise completa do empreendimento e de seu processo licitatório, mostrando que as empresas vencedoras apresentaram redução de custos de mais de 30% sobre o orçamento previsto – 34,45 % a menos do lado catarinense e 35,95 % do gaúcho.

Para os serviços nos 248,5 quilômetros em Santa Catarina, o orçamento estabeleceu R$ 1,5 bilhão e o total das propostas apresentadas pelas empresas/consórcios atingiu pouco mais de R$ 998 milhões. No lado gaúcho – cerca de 100 quilômetros, o orçamento previu R$ 602,2 milhões e as propostas vencedoras totalizaram R$ 385,8 milhões.

O relatório sinaliza com a possibilidade das obras serem iniciadas sem a contratação de empresas de supervisão e gerenciamento ambiental. Isso, caso o BID não faça objeção à utilização, em caráter excepcional, dos serviços do IME (Instituto Militar de Engenharia) e dos BECs (Batalhões de Engenharia e Construção do Exército) no cumprimento desses serviços.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui