O coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Terrestre (Dnit), em Mato Grosso, Sinézio Nunes de Oliveira, reconhece o problema da má conservação das rodovias federais e acredita que a extensão de trechos em situação precária no Estado seja ainda maior.

De acordo com ele, só a rodovia BR-163, tinha até pouco tempo uma extensão de cerca de 550 km entre Jangada e Santa Helena, completamente tomada por buracos e crateras. O mau estado de conservação estava relacionado à falta de um contrato com empresa, desde meados de 2003, para sua manutenção.

Sinézio diz que, embora haja convênios com a Secretaria de Estado de Transportes (Seet) e prefeituras para operações tapa-buracos e de recuperação de trechos em grande parte do Estado, a melhoria da qualidade das rodovias requer altos investimentos. “Na BR-163 até Nova Mutum estamos trabalhando para normalizar o trânsito, onde a situação estava precária, sem condições de trafegabilidade. A operação tapa-buracos não será capaz de resistir às chuvas na região. Aos primeiros temporais, os buracos voltam a aparecer. O asfalto da 163 é antigo”, ressalta.

Na rodovia BR-174, um trecho de 30 km continua ruim, entre Nova Lacerda e Comodoro, bem como em 15 km do trecho da Serra Petrovina a Alto Araguaia. Na BR-158, o trecho entre Vila Rica e Porto Alegre do Norte, onde não há pavimentação, a rodovia permaneceu submersa por mais de um mês por causa das chuvas. “Lá, terá que ser feito um trabalho de levantamento da rodovia para não deixar que a água cubra a estrada da próxima vez”, assinala.

Enquanto o Estado não recebe uma “injeção generosa” de recursos para recuperação completa das rodovias, Sinézio destaca que uma alternativa é a publicação de editais para contratar firmas responsáveis por manutenção das estradas. Ele enfatiza que, além das chuvas, o excesso de peso nas rodovias reduz a vida útil delas. “É até uma contradição a indústria automobilística evoluir de uma forma tão acelerada quando às estradas são tão ruins”, compara.

A reportagem tentou ouvir do Seet sobre a pesquisa, mas até o fechamento desta edição não teve retorno.

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